Tempos bons geram Homens fracos, Homens ou Ratos?
Nos comportamentos na escola ou faculdade, dos vizinhos, familiares ou colegas de trabalho você consegue observar estresse, desconforto, agressão, competitividade e um desagrado geral?
Pois bem como esses comportamentos, também a alienação, falta de atitude masculina, a hostilidade de outros, a perversão sexual, incompetência dos pais, a violência raivosa, etc., que agora encontramos em qualquer grande cidade do mundo [ou em qualquer rede social digital], foram identificados como consequências no experimento realizado pelo cientista de comportamento animal, John B. Calhoun publicados no artigo de 1962 da Revista Scientific American.
Segundo o cientista, o colapso no comportamento que percebemos acima pode ser resultado da superlotação ou superpopulação proporcionada por "tempos bons", o contexto onde há oferta generalizada [ou em grande parte] de alimento, água, boas condições climáticas e sociais - ou proteção das adversidades de clima e sociedade - segurança.
O experimento chamado de "Universe 25" ou "A utopia dos ratos" realizou-se na criação de ratos em espaços nos quais era dado acesso ilimitado a alimentos e água, permitindo uma vida sem privações ou risco de predadores.
O trabalho de Calhoun foi usado como um modelo de colapso social , e seu estudo se tornou um marco da sociologia urbana e da psicologia em geral, e descreveu o que seria provável de acontecer no futuro, que por acaso é hoje.
Os 4 pares de ratos iniciais, multiplicaram-se, dobrando seu número a cada ninhada, alcançando em menos de dois anos ocupação de pouco mais da metade do espaço, mas provocando com isso uma diminuição abrupta da taxa de crescimento até o colapso social e consequente extinção do grupo.
Um pequeno fragmento do que aconteceu:
Muitas [ratas] não conseguiram levar a gravidez até o fim ou sobreviver ao parto de suas ninhadas, pela ausência ou desinteresse dos machos na proteção do ninho ou das próprias fêmeas.
Um número ainda maior, depois de dar à luz com sucesso, ficou aquém de suas funções maternas - desinteresse pela amamentação, pela proteção das crias e abandono prematuro da ninhada, etc.
Entre os machos, os distúrbios de comportamento variavam de desvio sexual - estupros de qualquer indivíduo, homossexualismo, pansexualismo, hipersexualidade, a canibalismo e de hiperatividade frenética.
A uma retirada patológica da qual os indivíduos emergiam para comer, beber e se movimentar apenas quando outros membros da comunidade estavam dormindo - atividade em grupo, ação noturna ou sorrateira [os camundongos de laboratório normalmente apresentam atividade diurna].
A organização social dos animais apresentava perturbações iguais.
A fonte comum desses distúrbios tornou-se mais dramaticamente aparente, com o isolamento ou autoisolamento dos indivíduos que tornaram-se mais passivos, os indivíduos isolados raramente comiam, precisavam da companhia de outros ratos "iguais" para a ação [corporativismo?].
Densidades populacionais extremas desenvolveram-se mais no curral adotado para alimentação, deixando os demais com populações esparsas. A mortalidade infantil chegou a 96% entre os grupos mais desorientados da população.
O próprio Calhoun viu o destino da população de ratos como uma metáfora para o destino potencial do homem. Ele caracterizou o colapso social como uma "morte espiritual", com referência à morte corporal como a segunda morte mencionada no livro bíblico de Apocalipse 2:11.
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