A Peste Negra pode voltar a dizimar população do mundo
Guerras e pandemias foram responsáveis pelo controle populacional durante eras.
A guerra cirúrgica e o controle de doenças ajuda a chegar no número maior que sete bilhões de indivíduos no mundo.
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que o calapso de recursos é uma consequencia logica do aumento populacional.
Só os ingênuos ou os alienados pensam que os governos do mundo não fazem nada para controlar o aumento populacional. Mas como fazem isso? Muitos conspiracionistas hipotetizam que as vacinas e produtos químicos colocados nos alimentos industrializados e outros colocados por pulverização na atmosfera sobre plantações, são agentes que provocariam a esterilidade ou a morte prematura.
Cientistas pesquisam as bactérias que existiram ha mil anos e percebem que elas atuaram através de suas mutações em intervalos de eras, admitem ainda que essas mutações estão fazendo os antibióticos existentes, ineficientes. As chamadas superbactérias podem ser a causa de uma nova pandemia, que com a facilidade de transporte de pessoas e produtos, poderiam disseminar-se e acabar com a população mundial em questão de semanas.
Leiam a matéria abaixo.
LONDRES
- Dois dos mais devastadores surtos de praga da História, que mataram
mais da metade da população da Europa, foram causados por tipos
diferentes de um mesmo agente infeccioso, revelou um estudo recente
publicado na revista “The Lancet Infectious Diseases”. A Praga de
Justiniano, no século VI, que é creditada como a responsável pelo
desaparecimento do Império Romano, e a Peste Negra do século XIV, foram
causadas pelo surgimento independente de uma bactéria em seus
hospedeiros naturais, o rato preto.
Uma análise de DNA bacteriano
extraído dos dentes de duas vítimas da peste, que morreram no início do
século VI, na atual Baviera, na Alemanha, mostrou que eles estavam
infectados com a bactéria Yersinia pestis, o mesmo agente da
praga conhecida por ter provocado a Peste Negra 800 anos mais tarde. Uma
análise ainda mais detalhada revelou que os dois surtos foram
independentes um do outro: cada pandemia foi causada por um tipo
diferente de Yersinia, indicando que a bactéria surgiu nos ratos em
ocasiões distintas, segundo os pesquisadores.
Embora o tipo de
bactéria por trás da Praga de Justiniano tenha morrido, o tipo que
causou a Peste Negra provavelmente ressurgiu alguns séculos depois e
causou uma terceira pandemia, em meados do século XIX na China, matando
12 milhões de pessoas só na China e na Índia, mas não chegou à Europa.
Os
cientistas por trás deste estudo alertaram que a descoberta sugere que
há possibilidade de que uma outra pandemia surja a partir do
reservatório da bactéria Yersinia existente na atual população de
roedores.
— O ponto chave aqui é que esta bactéria pode ressurgir
em novas formas, em humanos, com enorme impacto. Isso já aconteceu três
vezes no passado e devemos monitorar a questão para o futuro — disse
Hendrik Poinar, diretor do Centro de DNA Antigo na Universidade McMaster
em Ontário, no Canadá.
A Praga de Justiniano, que tem o nome do
imperador romano que morreu vítima da doença, provavelmente começou na
Ásia, mas ganhou proeminência quando varreu Constantinopla. A doença
matou pelo menos 50 milhões de pessoas, metade da população mundial na
época, e geralmente é lembrada como o primeiro surto documentado da
Peste Bubônica.
A análise completa do genoma da bactéria, extraída
de dois esqueletos que morreram vítimas da praga, tem mostrado que a
pandemia foi extinta completamente em um par de séculos, sem deixar
descendentes bacterianas, disse o Dr. Poinar.
— A pesquisa é
fascinante, desconcertante e gera novas questões que precisam ser
exploradas, como por exemplo, por que esta pandemia, que matou algo
entre 50 e 100 milhões de pessoas, desapareceu? — questionou o
pesquisador.
Os cientistas extraíram uma sobreposição de
fragmentos de DNA Yersinia dos dentes das duas vítimas da peste e foram
capazes de construir todo o genoma de 4,6 milhões de “pares de bases”,
letras individuais do alfabeto genético que compõem o código genético da
bactéria.
— Sabemos que a bactéria Y. pestis migrou de ratos para
humanos através da História e que os reservatórios da praga ainda
existem em roedores hoje, em muitas partes do mundo — disse o principal
autor do estudo, Dave Wagner, da Universidade do Norte do Arizona em
Flagstaff, no Arizona, EUA.
— Se a Praga de Justiniano pode surgir
na população humana, causar uma pandemia e desaparecer, isto sugere que
pode acontecer novamente. Felizmente, hoje temos antibióticos que
poderiam ser usados para tratar a praga efetivamente, diminuindo os
riscos de uma pandemia em larga escala — explicou Wagner.
Longos
períodos de temperatura quente e úmida precederam tanto a Praga de
Justiniano quanto a Peste Negra, que, acredita-se, foi causada pelo
enorme aumento na população de ratos. Os cientistas suspeitam que o
surto de praga desapareça à medida que as pessoas desenvolvem imunidade
natural à bactéria.
— Outra possibilidade é que as mudanças no
clima tornem o ambiente menos propício para a sobrevivência da bactéria
na natureza — acredita Wagner.
Para saber mais: super-bacterias-os-riscos-de-uma-crise-global
Para saber mais: super-bacterias-os-riscos-de-uma-crise-global
Comentários