segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A quadrilha chegou no interior

Um problema comum nos grandes centros, agora é típico em cidades do interior, como Garanhuns. Como se não bastasse no Festival de Inverno e de Jazz em Garanhuns, sermos extorquidos por guardadores de carro, que reservam vagas na rua e chegam a cobrar dez reais para “guardar” os carros, agora é cotidiano o cidadão ser ameaçado por “flanelinhas” que agem em grupos sempre que há uma aglomeração de carros. 

Nas ruas do entorno da Feira da CEAGA indivíduos abordam todos os motoristas que estacionam, para soltar a máxima: “Estou olhando aí, doutor...!” Como se a rua fosse de sua propriedade ou o poder público tivesse delegado a eles a nossa segurança! Se algum corajoso se nega a pagar os “dois real”, terá o carro arranhado ou se for uma senhora ou moça, além disso, receberá uma ameaça velada do tipo “melhor pagar do que ter problema”! 

No centro da cidade, mesmo na área de Zona Azul existe guardador de carro, que cobra pelo bilhete, de forma descarada, R$2 (dois Reais), o bilhete que deveríamos pagar apenas uma unidade da moeda. 

Ainda que digamos que temos o bilhete, ele pede um real ou um bilhete em branco para “não ficar no prejuízo”. Depois que recebem, vão juntar-se ao grupo, que geralmente fica nas proximidades, consumindo álcool ou fumando. 

No Parque Euclides dourado, destino de muitas famílias nos finais de semana é comum sentir no ar, a fumaça proveniente dos cigarros de maconha. Os usuários da pista de cooper passam mais próximos desses usuários, que também em grupos, ficam entre os eucaliptos nas proximidades da pista de exercício, algumas vezes com batucada, onde "dançarinos" ensaiam passos repletos de obscenidades, aos pares, parece mesmo uma simulação do coito.

O cidadão não pode frequentar essa parte do espaço público com os filhos, pois ficaria difícil explicar-lhes o que acontece e muito menos livrá-los a cena.

Quando o Parque fecha as 20:00h, a horda regressa aos bairros periféricos, alardeando baderna pelas ruas, chegando a assustar as crianças, pois a movimentação parece um arrastão. Quando não, transferem-se para a Praça Souto Filho, mantendo o barulho e pisoteando plantas e gramado, ainda consumindo entorpecentes.

Mesmo reclamando ao 190 da Polícia, ou mesmo aos policiais ou guardas, que às vezes, estão nas proximidades, nada muda. Leva-nos a crer que ou os agentes da lei, estão em sociedade com os facínoras, ou são incompetentes para resolver isso.

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