terça-feira, 6 de outubro de 2015

Nas mãos dos poderosos



A obsolescência programada para produtos é uma realidade.

As empresas fazem produtos para consumo que não duram, forçam-nos a comprar outro, pois o conserto não é viável.

O caso mais efetivo é o das impressoras Epson. Todos sabem que depois que a impressora dessa marca imprime uma quantidade de cópias, geralmente 10.000, ela trava e as luzes ficam todas piscando. Se levarmos na assistência técnica (não autorizada) o pessoal destrava e tudo volta ao normal. 

Existia até a possibilidade de fazer isso em casa mesmo, baixando o resetter,um programinha do "submundo" que zerava aquela contagem! Isso, no passado, existia, agora a Epson resolveu sabotar mesmo as nossas impressoras. Se você se cansou de pagar por cartuchos que imprimiam 20 páginas e pedem para serem trocados, instalou um “Bulk Ink”, aquelas garrafinhas de 50ml que alimentavam de tinta cartuchos genéricos... agora não dá mais! 


A Epson faz uma atualização online na impressora, que ao detectar o “chip imortal” dos cartuchos genéricos trava o sistema, acende perpetuamente a luz de recarga, que não apaga nem com os cartuchos originais, trava a função cópia tipo xerox e você fica com o prejuízo, sem imprimir, tentando trocar o cartucho.


Não tem downgrade, que é um método que os crackers criaram para tentar desatualizar a impressora e reverter a sabotagem, não tem mágica. A Epson incorporou as garrafinhas de tinta nas impressoras que são vendidas pelo dobro das impressoras convencionais, e a tinta se você quiser pagar por essa "benevolência" da Epson, também é caríssima.


É o fim da picada! Ficamos nas mãos de governos corruptos, policiais violentos, bandidos “vira-lata” e de colarinho branco, e também das empresas?


Tudo continua do mesmo jeito, desde que o mundo é mundo, a população é explorada para sustentar a safadeza dos poderosos. Mas como eles são poderosos, se nós somos a maioria?


Se eles não nos deixam sonhar, então não vamos deixá-los dormir!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A quadrilha chegou no interior

Um problema comum nos grandes centros, agora é típico em cidades do interior, como Garanhuns. Como se não bastasse no Festival de Inverno e de Jazz em Garanhuns, sermos extorquidos por guardadores de carro, que reservam vagas na rua e chegam a cobrar dez reais para “guardar” os carros, agora é cotidiano o cidadão ser ameaçado por “flanelinhas” que agem em grupos sempre que há uma aglomeração de carros. 

Nas ruas do entorno da Feira da CEAGA indivíduos abordam todos os motoristas que estacionam, para soltar a máxima: “Estou olhando aí, doutor...!” Como se a rua fosse de sua propriedade ou o poder público tivesse delegado a eles a nossa segurança! Se algum corajoso se nega a pagar os “dois real”, terá o carro arranhado ou se for uma senhora ou moça, além disso, receberá uma ameaça velada do tipo “melhor pagar do que ter problema”! 

No centro da cidade, mesmo na área de Zona Azul existe guardador de carro, que cobra pelo bilhete, de forma descarada, R$2 (dois Reais), o bilhete que deveríamos pagar apenas uma unidade da moeda. 

Ainda que digamos que temos o bilhete, ele pede um real ou um bilhete em branco para “não ficar no prejuízo”. Depois que recebem, vão juntar-se ao grupo, que geralmente fica nas proximidades, consumindo álcool ou fumando. 

No Parque Euclides dourado, destino de muitas famílias nos finais de semana é comum sentir no ar, a fumaça proveniente dos cigarros de maconha. Os usuários da pista de cooper passam mais próximos desses usuários, que também em grupos, ficam entre os eucaliptos nas proximidades da pista de exercício, algumas vezes com batucada, onde "dançarinos" ensaiam passos repletos de obscenidades, aos pares, parece mesmo uma simulação do coito.

O cidadão não pode frequentar essa parte do espaço público com os filhos, pois ficaria difícil explicar-lhes o que acontece e muito menos livrá-los a cena.

Quando o Parque fecha as 20:00h, a horda regressa aos bairros periféricos, alardeando baderna pelas ruas, chegando a assustar as crianças, pois a movimentação parece um arrastão. Quando não, transferem-se para a Praça Souto Filho, mantendo o barulho e pisoteando plantas e gramado, ainda consumindo entorpecentes.

Mesmo reclamando ao 190 da Polícia, ou mesmo aos policiais ou guardas, que às vezes, estão nas proximidades, nada muda. Leva-nos a crer que ou os agentes da lei, estão em sociedade com os facínoras, ou são incompetentes para resolver isso.