quarta-feira, 21 de maio de 2014

Santiago - updated


Santiago é um filme documentário brasileiro de 2007, dirigido por João Moreira Salles. É um daqueles filmes que você não pode deixar de assistir, mas certamente não assistirá duas vezes, caso sua sensibilidade seja acima da média. 

A obra traz algo de muito revelador sobre a natureza humana, além de mostrar alguns "offs" das filmagens e descobrir um padrão ou um "não querer saber" sobre a realidade dos bastidores da "fábrica de ilusões",  acima de tudo sobre os comportamentos pouco nobres disfarçados de profissionalismo. 

O filme começou a ser feito em 1992 e as imagens permaneceram intocadas por mais de 13 anos, quando em 2005 o diretor voltou a elas e refez o projeto, mostrando no documentário acabado, as idiossincrasias de uma equipe de filmagem, que causam uma ebulição de sentimentos. 

Santiago Badariotti Merlo, o personagem do filme, foi o mordomo que trabalhou durante 30 anos para a família desse diretor. Ele, o Santiago é um senhorzinho simpático e carismático, bastante culto que viveu sozinho, num apartamento no Rio de Janeiro, após aposentar-se, até a sua morte pouco depois das filmagens, . 

Esse documentário ganhou diversos prêmios e faz parte do acervo permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York.
Aplausos para a memória de Santiago e pela coragem do diretor.





"Já completados quarenta anos de idade, toda mudança é o símbolo detestável da passagem do tempo,... tempo implacável por sua falta de consideração."
 Santiago

terça-feira, 20 de maio de 2014

Como tua vida pode estar miserável sem você perceber


369046839 9 Maneiras em que a Tecnologia Afeta a sua Saúde Física e Mental
Embora um dos principais usos das redes sociais seja manter contato com as pessoas que importam para você e estar ciente de todas as atividades sociais, paradoxalmente, também encorajam o desenvolvimento de comportamentos narcisistas e anti sociais. O problema é acreditar que as redes sociais refletem fielmente a realidade, quando nos mostram a visão de um único ângulo, impedindo-nos alcançar todas as dimensões.

Em algum ponto do caminho temos abusado das vantagens das redes sociais, que rapidamente evoluiu de um meio para um fim. De repente, escolher uma foto de perfil adequada se tornou uma preocupação que pode azedar o seu dia. Temos chegado ao ponto em estamos apenas comparando constantemente nossa vida com a dos demais, nem se quer somos capazes de ter uma vida a altura de nossa pessoa virtual (a qual mostra uma edição de nossos melhores momentos).  Na era da autopromoção, já nem sequer somos capazes de compara-nos a nós mesmos.

O site DoSomething.org nos mostra uma lista de 9 formas em que a tecnologia está afetando nossa saúde mental:

1. Sono: Utilizar um laptop ou algum dispositivo móvel durante a noite pode afetar seriamente nossos padrões de sono, ao ponto de gerarmos uma desordem. Isto gera estresse e sintomas de depressão.

2. Depressão: As pessoas que sentem a necessidade de se manter constantemente acessíveis através de seus dispositivos móveis tendem a manifestar mais sintomas de depressão.

3. Toxicodependência: Talvez no medo de não se comunicar,  o uso constante das redes sociais geram um vício a nível cerebral, ativando os mesmo mecanismos que começam a funcionar como qualquer droga que vicia.

4. Estresse 24 horas por dia, sete dias por semana: Quando nos conectamos à internet assim que chegamos do trabalho ou da escola, nossos cérebros não tem tempo para relaxar depois das atividades do dia. Se a primeira tarefa que faz ao despertar é checar seu Facebook, seguramente você tem um cérebro trabalhando sob estresse que não para a semana toda.

5. FOMO “Fear of Missing Out” (medo de perder algo) Enquanto aumenta a popularidade nas redes sociais, tornou-se um fenômeno real a sensação de sentir pressão de cuidar de cada evento e compartilhar cada experiência. É a ideia que todos estão se divertindo e que eles estão fazendo isso sem você.

6. Isolamento. O uso excessivo de tecnologia pode levar ao isolamento enquanto se tem a ilusão de estar gerando conexões reais com os demais.

7. Agressividade. Com o aumento do uso da internet também tem aumentado a grosseria e a incivilidade. O anonimato e a possibilidade de difusão massiva de conteúdo aumentam o terreno para que cresça o cyberbulling.

8. Insegurança: O constante acesso à redes sociais mediante dispositivos móveis faz com que estejamos constantemente conscientes de que os demais estão fazendo. O que acontece: estamos gastando todo o tempo de nossa vida cotidiana com a glamorosa vida editada dos demais. Assim, sempre vai ter o que perder.

9. Ansiedade: Depois de usar o Pinterest as pessoas tem a sensação de não estarem suficientemente criativas. O mesmo acontece com as demais redes: nunca vamos conhecer músicas suficientes ou estar em tantos lugares como os demais. Sempre haverá alguém mais bem sucedido,  pelo menos na 0parte de sua vida que não seja mantida oculta.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Servidão ou serventia?

Para que serve o mosquito?
Um pombo se não for correio, será o quê?
Se não souber falar o corredor será apenas as pernas.
E uma fruta, melão, melancia, morango...
Servirá para uma coisa, uma única ma vez...
Se não estiver podre.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

 

"60 anos de idade, preciso de um trabalho. Deus + Você, por favor me ajude."
Um mundo idiota

 
(buraco infecto e sujo, travesseiro babado, comida saindo ou entrando por todo lado)
Um idiota no mundo

domingo, 11 de maio de 2014

Livro - Bienal - Garanhuns



A Segunda Bienal do Livro de Garanhuns, está melhor que a primeira. A estrutura melhor, a oferta também. O frio já chegou e antecipa o que trará o inverno. Só fiquei surpreso, é que a proposta de qualquer bienal do livro é promover o acesso à leitura, e algumas editoras ou distribuidoras esqueceram disso! As maiores, que deveriam encabeçar o movimento, simplesmente pensam que a Bienal trata-se de uma extensão de suas lojas e chegam ao disparate de fazer o mesmo preço da sede, algumas até com preços mais caros que em seus websites.

Falando em site, a Estante Virtual deveria servir como referência para esses senhores capitalistas. Pois encontra-se facilmente, livros semi novos, em excelente qualidade pela metade do preço, e os clássicos, compramos por ninharias (nelas é o que havia em "promoção"), se não quisermos baixar gratuitamente em PDF, em muitas outras homepages na Rede. 

Felizmente existe outras editoras que entenderam a proposta e estão vendendo muito bem obrigado, livros excelentes (isso é importante!) por valores entre oito e vinte reais. Fiz boas compras e tenho muita leitura para os próximos 12 meses!

Vai até domingo, se for passar por Garanhuns, aproveite.


sábado, 10 de maio de 2014

Escravos do celular



Nós nos emancipamos e estamos bêbados de liberdade. Graças a uma miríade de bugigangas que funcionam sem fio, comunicamo-nos com o mundo inteiro enquanto nos locomovemos. Esse comportamento novo é chamado pelos especialistas de "contato permanente1 ". 


 As formas de dependência multiplicam-se e ganham raízes. No fim de 2003, mais de 500 milhões de telefones celulares haviam sido vendidos no mundo; um terço da população japonesa utilizou Internet em seu celular; os assinantes norte-americanos passaram mais de 15 bilhões de horas ao telefone celular; os europeus enviaram 113 bilhões de SMS (Short Message Service). Com 220 bilhões de mensagens-texto, é a China que está em primeiro lugar nessa categoria.


Como outras antes dela, a comunicação móvel é, na origem, uma necessidade criada por quem controla os meios de produção e também tem interesse político na expansão do individualismo. Tudo se decide do lado da oferta. QualComm, Motorola, Intel, Nokia, Sony Ericsson, Samsung, Vodafone, Hutchison Whampoa, NTT DoCoMo, Microsoft e muitos outros comercializam em escala mundial gadgets/i< e serviços sem fio. 


Esforços prodigiosos de desenvolvimento transformam todos os setores do mercado: material, rede, sistemas de operação, software etc. As tecnologias sem fio beneficiam-se de investimentos maciços, comparáveis às expectativas que estão em jogo: o número de telefones celulares já ultrapassou o de telefones fixos. E tudo indica que a verdadeira explosão do sem-fio ainda não aconteceu.



A multiplicação dos aparelhos e dos serviços, bem como o marketing que a acompanhou, acarretaram uma transformação social de grande amplitude. O mundo maravilhoso da mobilidade é um produto emblemático do neoliberalismo no poder há vinte anos. Como ele, baseia-se numa atividade predatória e ameaça gerar o caos. Desenvolvendo padrões incompatíveis, consórcios rivais tomam os assinantes como reféns e fragmentam o mercado, tornando difícil, senão impossível, a utilização de um só aparelho para telefonar e baixar arquivos. A competição que se desencadeia em torno das próximas gerações de tecnologias móveis ameaça ampliar esses problemas.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

A Peste Negra pode voltar a dizimar população do mundo

Guerras e pandemias foram responsáveis pelo controle populacional durante eras.
A guerra cirúrgica e o controle de doenças ajuda a chegar no número maior que sete bilhões de indivíduos no mundo. 

Não é preciso ser muito inteligente para perceber que o calapso de recursos é uma consequencia logica do aumento populacional.

Só os ingênuos ou os alienados pensam que os governos do mundo não fazem nada para controlar o aumento populacional. Mas como fazem isso? Muitos conspiracionistas hipotetizam que as vacinas e produtos químicos colocados nos alimentos industrializados e outros colocados por pulverização na atmosfera sobre plantações, são agentes que provocariam a esterilidade ou a morte prematura.

Cientistas pesquisam as bactérias que existiram ha mil anos e percebem que elas atuaram através de suas mutações em intervalos de eras, admitem ainda que essas mutações estão fazendo os antibióticos existentes, ineficientes. As chamadas superbactérias podem ser a causa de uma nova pandemia, que com a facilidade de transporte de pessoas e produtos, poderiam disseminar-se e acabar com a população mundial em questão de semanas.

Leiam a matéria abaixo.

LONDRES - Dois dos mais devastadores surtos de praga da História, que mataram mais da metade da população da Europa, foram causados por tipos diferentes de um mesmo agente infeccioso, revelou um estudo recente publicado na revista “The Lancet Infectious Diseases”. A Praga de Justiniano, no século VI, que é creditada como a responsável pelo desaparecimento do Império Romano, e a Peste Negra do século XIV, foram causadas ​​pelo surgimento independente de uma bactéria em seus hospedeiros naturais, o rato preto.

Uma análise de DNA bacteriano extraído dos dentes de duas vítimas da peste, que morreram no início do século VI, na atual Baviera, na Alemanha, mostrou que eles estavam infectados com a bactéria Yersinia pestis, o mesmo agente da praga conhecida por ter provocado a Peste Negra 800 anos mais tarde. Uma análise ainda mais detalhada revelou que os dois surtos foram independentes um do outro: cada pandemia foi causada por um tipo diferente de Yersinia, indicando que a bactéria surgiu nos ratos em ocasiões distintas, segundo os pesquisadores.

Embora o tipo de bactéria por trás da Praga de Justiniano tenha morrido, o tipo que causou a Peste Negra provavelmente ressurgiu alguns séculos depois e causou uma terceira pandemia, em meados do século XIX na China, matando 12 milhões de pessoas só na China e na Índia, mas não chegou à Europa.
Os cientistas por trás deste estudo alertaram que a descoberta sugere que há possibilidade de que uma outra pandemia surja a partir do reservatório da bactéria Yersinia existente na atual população de roedores.

— O ponto chave aqui é que esta bactéria pode ressurgir em novas formas, em humanos, com enorme impacto. Isso já aconteceu três vezes no passado e devemos monitorar a questão para o futuro — disse Hendrik Poinar, diretor do Centro de DNA Antigo na Universidade McMaster em Ontário, no Canadá.
A Praga de Justiniano, que tem o nome do imperador romano que morreu vítima da doença, provavelmente começou na Ásia, mas ganhou proeminência quando varreu Constantinopla. A doença matou pelo menos 50 milhões de pessoas, metade da população mundial na época, e geralmente é lembrada como o primeiro surto documentado da Peste Bubônica.

A análise completa do genoma da bactéria, extraída de dois esqueletos que morreram vítimas da praga, tem mostrado que a pandemia foi extinta completamente em um par de séculos, sem deixar descendentes bacterianas, disse o Dr. Poinar.


— A pesquisa é fascinante, desconcertante e gera novas questões que precisam ser exploradas, como por exemplo, por que esta pandemia, que matou algo entre 50 e 100 milhões de pessoas, desapareceu? — questionou o pesquisador.
Os cientistas extraíram uma sobreposição de fragmentos de DNA Yersinia dos dentes das duas vítimas da peste e foram capazes de construir todo o genoma de 4,6 milhões de “pares de bases”, letras individuais do alfabeto genético que compõem o código genético da bactéria.

— Sabemos que a bactéria Y. pestis migrou de ratos para humanos através da História e que os reservatórios da praga ainda existem em roedores hoje, em muitas partes do mundo — disse o principal autor do estudo, Dave Wagner, da Universidade do Norte do Arizona em Flagstaff, no Arizona, EUA.

— Se a Praga de Justiniano pode surgir na população humana, causar uma pandemia e desaparecer, isto sugere que pode acontecer novamente. Felizmente, hoje temos antibióticos que poderiam ser usados para tratar a praga efetivamente, diminuindo os riscos de uma pandemia em larga escala — explicou Wagner.
Longos períodos de temperatura quente e úmida precederam tanto a Praga de Justiniano quanto a Peste Negra, que, acredita-se, foi causada pelo enorme aumento na população de ratos. Os cientistas suspeitam que o surto de praga desapareça à medida que as pessoas desenvolvem imunidade natural à bactéria.

— Outra possibilidade é que as mudanças no clima tornem o ambiente menos propício para a sobrevivência da bactéria na natureza — acredita Wagner.

Para saber mais: super-bacterias-os-riscos-de-uma-crise-global