quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Os cães - comportamento - updated

O Vídeo mostra um pouco do comportamento desse professor animal.

 
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Eles conseguem ser verdadeiros como deveriamos ser. Damos o tempo de sobra, o amor de sobra, a atenção de sobra, a comida de sobra, o carinho de sobra, mas eles dão tudo integralmente. Conseguem nos ler cem vezes melhor do que entendemos eles. São capazes de dar a vida por um amigo e de defender quem às vezes não os defendem. Têm um amor incondicional e bonito. A história dos homens foi construída com sua ajuda e teria sido mais bonita se tivessemos aprendido com esse animal divino. Saiba mais sobre eles em vida de cão

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O que é mensalão - vídeo resumo



Para a geração de minha filha que não sabe o que se passa, uma vez que esse escândalo começou ha sete anos, quando eram crianças ainda.

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Correção: o montante da roubalheira é 170 Bilhões de reais!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Wikipédia x Bíblia


domingo, 25 de novembro de 2012

A Carta da comunidade Guarani-Kaiowá


Nós, (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.

Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira.

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós.  Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.

Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.

Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.

Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para  jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.

Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.

Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Snegami

FREE - Dominium

Minhas preocupações não são nada perante isso

Acho que vai ser assim

Mês passado fui na UPA



Joguinho

domingo, 4 de novembro de 2012

O Apagão e um Belo Monte (de problemas)

Estava eu, deitado na rede, olhando pro dedão do pé.
Sem muito o que pensar, começou  a escurecer e eu, com medo de mordida de cobra, não quis ir acender a luz.

Pela minha pernambucana preguiça, fiquei no escuro e então veio aquela luz... como nos desenhos animados que eu assistia. Plim.

Iluminado por um segundo, pela história da hidroelétrica que vai matar um monte de árvore e bicho, que vai desequilibrar um monte, ou montes... e modificar a vida de algumas pessoas que vivem na região há um monte de tempo. Morte da cultura desse povo, ligado à terra. Topofilia, afetividade pelo meio onde se constrói a cultura. Depois do segundo iluminado (de iluminação), voltando às escuras, pensei sem muita claridade no apagão que aconteceu outro dia. O que será que provocou a falta de luz... de luz, de ar condicionado, de água gelada, de tuiter? Como os raciocínios muito elaborados estão em racionamento por aqui, comecei a viajar...

Queridos sete leitores, e se o apagão foi criado pelo governo só para convencer a opinião pública de que precisamos de mais energia? Essa conspiração é quase uma teoria, certo?

Pra quê construir mais uma hidroelétrica? Será que estamos precisando mesmo de mais energia ou precisando muito de ar condicionado, banho quente, forno de microondas e secador de cabelo?! Talvez as multinacionais do alumínio precisem de mais oferta de energia, se não elas vão pra outro país. O governo desenvolvimentista do Brasil não permitiria isso...

Quando derrubar e matar a floresta, além de diminuir a capacidade de sequestro de carbono da atmosfera, provocará a liberação de todo o Carbono que está guardado no tronco das milhares de árvores, sem falar no Carbono que está no solo embaixo delas. É coisa pra mais de milhão de tonelada! 60% da árvore é Carbono. Sem falar do metano que será produzido com a decomposição (esse é 20 vezes mais danoso no que concerne ao efeito estufa). O IPCC, que não é o Primeiro Comando da Capital, disse que é certo a temperatura aumentar em vinte anos em 4 graus!

Não é que pode... VAI! Isso quer dizer que o que é semiárido vai ficar árido. Que se continuar assim, até 2050, a floresta morre em 40% da sua área. E isso influenciará em todo o Brasil, com falta de água, desertificação, refugiados do clima, extinção de espécies da fauna e flora.
 
Vale a pena matar a cultura dos povos tradicionais, aumentar o efeito estufa para alimentar o capital estrangeiro beneficiador do nosso alumínio?

O que é mais barato e eficiente: por que o governo não proíbe o uso de ar condicionado, micro ondas, secador de cabelo, chuveiro elétrico, lâmpada dicróica, ferro de passar e aquecedor elétrico....vai poupar mais de 2/3 da energia!  Êpa, não precisa atirar pedra! Era só uma idéia!





sábado, 3 de novembro de 2012

Dos Três Mal Amados


O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas,
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte

João Cabral de Melo Neto, adaptado 
pelo Cordel Do Fogo Encantado

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O fim do mundo chegou mas você quer ficar na cidade

Veja como - Estratégias de Sobrevivência Urbana

O Canal Discovery encomendou um artigo para o seu programa de TV sobre sobrevivência urbana,"The Colony." Eles perguntaram, como um predador urbano, quais as estratégias que usaria para permanecer vivo numa situação de crise/colápso do sistema.
 
Água
 
A primeira preocupação seria a água potável. 
Se a eletricidade acabou, a água na encanação também pode faltar. 
A coisa mais segura que você poderia fazer seria coletar chuva com um balde ou lamber as gotas de orvalho das folhas.  

Como muitos animais, você poderia também comer plantas suculentas que têm alto teor de água.  
Mas beber de grandes cursos de água seria um último recurso, mesmo com filtração, porque eles são notoriamente contaminada com a poluição industrial e bactérias.
A maioria das pessoas pensaria em invadir um supermercado ou depósitos de alimentos, mas essas são apenas opções a curto prazo - mesmo por que alguém pode estar armado guardando esses lugares.
Como um predador, se teria uma enorme vantagem: muito pouca concorrência pois as pessoas não pensariam em consumir as plantas comestíveis. As ornamentais que são destaques no paisagismo por sua aparência, mas são também alimento, ou mesmo ervas daninhas comuns podem ser comestíveis.
 
A importância de ter uma estratégia é muito grande. A ineficiência pode significar a morte quando você está numa situação de emergência. Alimentos selvagens estão espalhados na paisagem urbana, mas eles não têm gorduras, como muitos alimentos processados, por isso é fácil de queimar sua energia vagando.  

Você pode acabar com cãibras ou hipoglicemia, mesmo depois que você se alimentou. Isso é perigoso - enquanto você pode, teoricamente, viver durante semanas e meses sem comida, dependendo de suas próprias reservas de gordura, o estado de subnutrição e fome causa estresse e irritabilidade, compromete a capacidade de raciocinar, bem como seu sistema imunológico. E nada disso seria coisa boa em um cenário de sobrevivência. Então mastigar pequenos insetos, ricos em proteína seria uma saída.
 
Você sabe para onde olhar?
 
A primeira coisa se deve fazer é explorar o bairro, mapeando a localização de cada fonte de alimento eu encontrar dentro de um raio de cinco quarteirões. Isso vai economizar uma grande quantidade de tempo mais tarde, quando você está cansado e tentando lembrar onde você viu que arbusto de groselha.
Você sabe para onde olhar? Mantenha seu olho nas esquinas das ruas, pátios, becos mato e terrenos baldios. Você vai encontrar a maior biodiversidade entre dois tipos de habitats, como asfalto e grama, ou água e um rio. Sempre que possível, tente observar padrões que podem ajudá-lo a prever que tipos de alimentos vegetais que você vai encontrar em lugares desconhecidos. Por exemplo, a erva daninha gosta de trilhas secas na luz direta, enquanto violetas crescer em lugares sombrios.

Se você quiser um lugar garantido para ter exuberante comida selvagem, as rodovias, margens de rios e trilhos de trem. Esses locais são susceptíveis de conter poluentes químicos herbicidas e outros, contudo não se deve preocupar com os problemas de longo prazo para a saúde, se se está em um cenário de sobrevivência.  

Você pode encontrar cerejas; ervilhas selvagens (Lathyrus latifolius); flores dia lírio, flores, botões de malva e sementes; mostardas selvagens; raízes e caules, raízes de cenoura selvagens; groselha; framboesa; silvestres e rosas cultivadas; flores, verduras e raízes, agulhas de pinheiro e muito mais. 

Plantas selvagens, muitas vezes contêm compostos que provocam ações sobre o corpo. É bom consumir um pouco de cada. Uma overdose de plantas diuréticas, por exemplo, seria desidratação. 

Depois de aferição e mapeamento de recursos, a minha segunda estratégia seria a de aprender com os animais selvagens que já vivem com sucesso na cidade como caçadores-coletores. Eles são modelos.
 
Aprendendo com os Animais
 
Os animais vivem mais facilmente em cidades do que em descampados rurais. Uma grande variedade de pássaros e roedores consegue ser visto. Se você ainda não percebeu, é porque eles são noturnos. Vida noturna é uma estratégia de cautela ideal, uma ótima maneira de evitar cruzar com os seres humanos - e isso é algo que você pode querer fazer, também, para evitar inclusive a concorrência.
 
Os animais mais bem sucedidos na cidade são bons em se adaptar à mudança. Eles são esquisitos, e eles são engenhosos.
 
"Eles são bons em aproveitar oportunidades de fontes de água ou comida. O que para nós não se parece com um recurso, para um roedor [pode ser] uma oportunidade muito boa de manutenção - coisas como, bebedouros de passarinhos, piscinas ou tanques, um alimentador de pássaros ou a comida do gatinho fora da varanda de trás, ou mesmo o lixo. "
 
É de se esperar que os outros sobreviventes humanos sejam cooperativos (ou não!), porque a comunidade oferece um tremendo recurso para um predador. Se você tem três outras pessoas em sua equipe de sobrevivência, você pode obter quatro vezes mais alimento na mesma quantidade de tempo, e cobrir quatro vezes o território.
 
Mesmo os animais selvagens que são solitários vão se unir em circunstâncias difíceis. "Não é comum para as aves de rapina trabalharem juntas, mas em regiões muito áridas e quentes de alimentos escassos como o nos desertos, falcões vão caçar em bando e dividem a comida".
 
Pensamento de longo prazo
 
A terceira estratégia seria a de pensar a longo prazo. A natureza não é como o supermercado, mudanças alimentares acontecem dependendo de cada estação. A primavera oferece verduras e raízes, início do verão traz flores, o fim do verão traz frutos, outono traz castanhas e frutas, e no inverno é muitas vezes estéril. É por isso que os roedores acumulam alimentos.

Alguns métodos de conservação de alimentos primitivos incluem secagem,  esmagamento em uma pasta e defumar, a torrefação e moagem de castanhas em farinha. Esta é outra área onde é extremamente útil ter uma comunidade para contar. Pode levar dias para produzir farinha, mesmo com uma dúzia de pessoas ajudando.
 
Esses hábitos parecem estranhos, não importa onde você vive, é provável que seja muito diferente do que você está acostumado. Alguns povos tradicionais comem urtiga no lugar de alface - na verdade a estrutura e as proporções são totalmente diferentes entre culturas, e há uma razão para isso. 

Assim como os animais não-humanos, reais caçadores-coletores têm dietas muito diferentes que dependem inteiramente do que está disponível. Em alguns lugares, estes podem incluir alimentos que você nunca teria pensado, como a casca interna de árvores e raízes ricas em amido de plantas debaixo de água.  

E em regiões frias, as dietas podem ser fortemente a base de carne, em climas quentes, o que pode ser composto principalmente de plantas e peixes.
 
"A dieta dos hominídeos tem sido enormemente variada e acho que quase inteiramente oportunista; se pode metabolizar , coma!",
 
Concentre-me em alimentos vegetais, porque se você obtiver calorias suficientes, é perfeitamente possível ser um vegetariano selvagem. Ainda assim, pode ser interessante saber que carcaças de animais são, a partir de uma perspectiva de caçadores-coletores, uma maneira ideal para obter calorias.  

Pesquisas acadêmicas das dietas de modernos e antigos caçadores-coletores mostra que a gordura animal e de medula óssea têm sido historicamente muito valorizado, enquanto a proteína em si é menos importante.  

Então, se você tem uma escolha entre uma carcaça muscular ou gordinha, prefira o gorducho.
É difícil se preparar para um cenário de escassez, mas a partir de uma perspectiva de sobrevivência, a coisa mais importante que você pode fazer é aprender tanto quanto possível sobre comida selvagem com antecedência.  

E lembre-se de estratégias: vigilância, mapeamento, comer porções maiores de calorias dos alimentos vegetais que você encontrar, ser criativo como os animais, e guardar as coisas boas. Como diz o velho ditado, se você não se preparar, prepare-se para falhar.