terça-feira, 30 de outubro de 2012

É você um micro leão?



A síndrome do micro

De tanto ser perguntada para que serve, afinal, o mico-leão-dourado, acabei por cunhar um nome para a síndrome dos que fazem essa pergunta: é a síndrome do "micro-leão-atordoado". Bom, é fácil explicar, "micro" porque todos são plugados em alguma coisa, ipod a twitter, e admiradores de computadores, celulares e tudo mais que a high tech pode nos oferecer. Nada contra a tecnologia, veja bem, é o conjunto  que caracteriza a síndrome... "Leão" porque esse, sim, tem certeza que é o rei do pedaço. E, por fim, "atordoado", porque esse "micro-leão" está sempre achando que não depende da natureza, que é um ser independente dos processos biológicos. Polinização? Nada a ver com ele... Fertilidade do solo? Nenhuma conexão... Qualidade do ar? O quê?
E como reconhecer um "micro-leão-atordoado"? Para ajudar, vai aí um "questionário Proust" adaptado, com as respostas do micrinho:
1. O que você acha dos problemas ambientais atuais?
Resposta "micro-leão-atordoado" (MLA): não são problemas, apenas questões temporárias, pois a tecnologia resolverá todos eles, como resolveu outras questões ambientais no passado.
2. Mas... e o aquecimento global?
Resposta MLA: ah, imagine, eu já comprei o meu ar condicionado...
3. E o desmatamento da Amazônia, não preocupa?
Resposta MLA: imagine, eu moro no Rio...
4. E o desaparecimento das espécies, como por exemplo, grandes mamíferos como rinocerontes, tigres e mesmo elefantes?
Resposta MLA: bom, acho essa questão meio hipócrita... afinal para que esses bichos servem? Aliás, havia outros bem maiores que sumiram também... e não aconteceu nada... Qualquer coisa, a gente clona eles de volta...
5. E o mico-leão-dourado?
Resposta MLA: fala sério...
6. Qual é sua maior qualidade? (essa é uma pergunta do questionário Proust original)
Resposta MLA: perceber o potencial da tecnologia e não me deixar levar pelo discurso ambientalista...
7. Qual é seu maior defeito? (também pergunta do questionário original)
Resposta MLA: além de ser atordoado? Só ver meu próprio umbigo...
Enfim, com essas poucas perguntas, já é possível identificar o "micro-leão-atordoado", aquele que não ainda não se deu conta que tudo de seu cotidiano - da caipirinha à pizza, das viagens às roupas - está umbilicalmente ligado à natureza.
Não se preocupe... logo teremos a solução para essa questão ambiental passageira! Abraços do "micro-leão-atordoado"

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Músicas e Danças de Tribos Africanas - MP3 Download

Gravadas Livremente -Músicas Malinké, Baoulé e Outras

sábado, 20 de outubro de 2012

Medos Primitivos

Na casa dos horrores...



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Bastidores da Copa do Mundo de 2014 - O que a mídia não mostra.

  • Cidade Empresa
  • Diversão para a Elite
  • Especulação Imobiliária
  • Isenção de Impostos
  • Dispensa de Licitação
  • Roubo dos Cofres Públicos
  • Limpeza Social
  • Expulsão de Moradores
  • "Controle Urbano"

O projeto é fazer um documentário em longa metragem. Abaixo tem um fragmento do que será o longa, este é um vídeo esclarecedor e muito bem feito sobre o que acontece longe do conhecimento da "opinião pública". Este documentário mostra o que acontece nas obras do Rio de Janeiro para a próxima Copa do Mundo de Futebol, mas esse tipo de intervenção aconteceu com as construções das grandes avenidas, nas capitais brasileiras, acontece em Belo Monte, em Suape e em tantos outros lugares onde a "vontade do mercado" fala mais alto.


O Cine Ataque é um projeto que pode receber a sua ajuda, como eu duvido que ele vá receber apoio do Governo ou de algum empresário, acesse o site e doe. Se o projeto não alcançar a meta desejada para realização, o dinheiro será devolvido.





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vigiar e Punir é a solução


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Excelências?  

“Os senadores terão de entender que, por mais que se tratem como ‘excelências’, na República brasileira, como deve ser, eles não são mais ‘excelentes’ do que eu, ou você” 

Deveria valer para qualquer cidadão, em qualquer circunstância: ninguém pode alegar desconhecimento da lei para escapar de punição. O cidadão normal que já teve que fazer uma declaração retificadora de imposto de renda para corrigir alguma informação equivocada sabe bem disso na prática. Não importa que o erro tenha sido da empresa, que informou seus rendimentos de forma errada. Errou, está devendo imposto de renda, tem de pagar. Deveria valer para qualquer cidadão. Deveria… 

Há um grupo de 81 senhores privilegiados que, a despeito de serem exatamente aqueles que escrevem as leis, se consideram acima delas. São os distintos, engravatados, enfatiotados, que se tratam um ao outro como excelências. São os senhores senadores. Como legisladores que são, os senhores senadores deveriam ser os primeiros a saber que não podem alegar desconhecimento da lei para não serem punidos. Pois bem: eles alegam que foram erradamente orientados pela direção do Senado e, por isso, não recolheram imposto de renda sobre o 14º e o 15º salários que receberam. 

Ficaram devendo o imposto, e a Receita Federal fez com eles o que faz com qualquer contribuinte devedor: notificou-os. A partir daí, começaram as diferenças para os cidadãos comuns. Com um poder que nenhum cidadão comum teria, os senadores reclamaram. A Mesa Diretora do Senado reconheceu que o fato era consequência de um erro da administração, e, para espanto geral, resolveu pagar o imposto devido pelos senadores! 

O Senado resolveu dar de presente aos senadores mais de R$ 10 milhões! Sim, de presente! Porque, efetivamente, são eles, e não o Senado, que devem tal dinheiro para a Receita. Assim, ainda que não tenham mais o dinheiro, essa quantia indevida eles receberam. E não vão devolver, por decisão do Senado. Ninguém tira R$ 10 milhões do bolso e dá de presente. Situações assim só acontecem porque o dinheiro dado é público. É a generosidade com o chapéu alheio, que é um dos piores aspectos da elite política patrimonialista que nós temos. É a mesma generosidade com o chapéu alheio que faz com que a Câmara pague sem reclamar R$ 44 mil em média para a alta cúpula do seu funcionalismo, como mostrou ontem o 

Congresso em Foco . Esses servidores receberam quase o dobro do valor do teto constitucional do funcionalismo, e a Câmara briga na Justiça para ter o direito de pagar tal valor a eles. É generosa com tais servidores porque o dinheiro não sai do bolso do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Mas porque o dinheiro é público. Para a elite política brasileira, dinheiro público – que, na verdade, é dinheiro de todo mundo – não é dinheiro de ninguém. 

Que tal, então, em vez de pagar injustificados supersalários ou o imposto de renda devido dos senadores, construir escolas, postos de saúde? Gastemos com generosidade o dinheiro público. Mas com o que for vantajoso para o público. Numa República, senadores até podem chamar uns aos outros de “excelências”. Mas, numa República, ninguém deveria se julgar melhor do que ninguém, no que diz respeito a direitos, a deveres e ao respeito à lei. Mas a elite política resiste duramente a aceitar tal ideia. Desde o início da formação do Brasil, herdou-se da antiga monarquia portuguesa a ideia de que tal elite é especial. São os “fidalgos”. O termo significa, literalmente, “filho de algo”, o que traz implícita a ideia de que aqueles que não são fidalgos não são ninguém. Fidalgos não têm de se submeter às chateações comezinhas destinadas à “gentinha”. Não entram em fila. Têm preferência nos aeroportos. Andam com motorista. Não têm de dar satisfação sobre seus salários. E, pelo que entende o Senado, nem imposto precisam pagar. Felizmente, a democracia, ainda que com lentidão, trabalha contra os fidalgos. Seja nos julgamentos em curso no Supremo. Seja na decisão de publicar nominalmente a lista de salários do funcionalismo público. Ou em vários outros avanços que pouco a pouco vão acontecendo. 

Os senadores terão de entender que, por mais que se tratem como “excelências”, na República brasileira, como deve ser, eles não são mais “excelentes” do que eu, ou você. 

Sobre o autor - Rudolfo Lago 

É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultou na cassação do senador Luiz Estevão. 

Outros textos de Rudolfo Lago.

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No dia em que aparecer um grupo, a exemplo dos italianos e russos, que comece a explodir políticos filhos da puta em seus carros, os "eleitos" pensarão melhor antes de fazer da gente, idiota.
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Espírito de pai no dia do filho


Você não é mais criança... se adolescente não é mais. O dia das crianças foi criado pelo comércio, para vender mais brinquedo. Mas virou tradição. Para os pais, os filhos sempre serão... "sem pedir para sair". Fica o espírito do pai, que os filhos esquecem. Esse espírito do pai do filme, é o espírito que todo Pai não deixa de ter. Percebe? Feliz dia das crianças. Amo você.
Um trem de brinquedo no espaço.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Walking Dead - Outras Estórias



Os "Webisodes" são skets, publicados entre as temporadas de The Walking Dead, esses mini-capítulos mostram paralelamente à estória principal, como outras pessoas além dos protagonistas estão lidando com o apocalipse zumbi.

Cold Storage é o nome dos Webisodes de 2012.

A sinopse:

Cold Storage mostra a história de um jovem rapaz chamado Chase (Josh Stewart) que sai em busca de sua irmã durante os primeiros dias do apocalipse zumbi. Ele encontra abrigo temporário em um armazém, que está sob os cuidados de um ex-empregado chamado B.J. (Daniel Roebuck). Contudo, as coisas não são o que parecem.


The Walking Dead - Webisodes 2011 - Torn Apart (mkv com legenda)
 Parte 1 | Parte 2

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Milo Manara - Obras


Milo Manara é um grande artista italiano do desenho. Suas obras são conhecidas pelo mundo todo, especialmente a vertente erótica. Seus quadrinhos geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos.

O estilo de Manara favorece linhas mais simples e limpas para mulheres – que são muito voluptuosas, diga-se de passagem - e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. No desenho de suas protagonistas, tem uma evidente fixação por curvas e musculatura firme e bonita, quadris largos e semblante angelical

As edições para download estão disponíveis em várias línguas, mas as imagens falam por si. É lógico que o download só é permitido para maiores de idade. Sendo menor, tem uma alternativa, clique aqui.