quinta-feira, 27 de setembro de 2012

SBS Repudia a atitude de Nassif



A Sociedade Brasileira de Sociologia - SBS - vem, de público, manifestar veemente repúdio ao modo desrespeitoso com o que o jornalista Luis Nassif tratou a pesquisa em sociologia, mediante crítica grosseira e desqualificada ao trabalho do sociólogo e professor Dr. Josimar Jorge Ventura de Morais, da Universidade Federal de Pernambuco.

No último dia 16 do mês corrente, o jornalista publicou em seu blog um artigo com o título "O financiamento da masturbação sociológica pelo CNPq", no qual é posto em xeque, de forma improcedente, o processo de avaliação e financiamento da pesquisa na área de ciências sociais.

A SBS lamenta que assuntos com esse grau de relevância, que dizem respeito à pesquisa e aos métodos de julgamento e avaliação de projetos, sejam tratados de forma preconceituosa, contribuindo para reforçar estereótipos.

A desqualificação, além de abranger uma agência de fomento como o CNPq, reconhecedora da relevância do trabalho sociológico, atinge também consultores e pareceristas, ou seja, os profissionais que possuem o mérito e a autoridade para tecer julgamento sobre os projetos de sua área de competência.

No momento em que a sociologia adquiriu um patamar de legitimidade, sendo reconhecida como ciência dotada de regras e métodos peculiares de investigação, declarações dessa ordem são prova da permanência do obscurantismo e da percepção de que as ciências sociais constituem um campo que não supõe aprendizado e conhecimento especializado.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

FilesTube.com - Download Everything


The search engines have become extensions of the brain.
I remember 25 years ago, I needed to go to the public library to research anything that I usually occurred at night, that anxiety, I would have to wait another day, and even more, the open library, the librarian look and might not find what I wanted.
I feel kind of retarded when the pc breaks.
Appeared, even today many search sites, some turned to the verb. But the culmination of a search is certainly download a file, either a text or a program, a song or a picture. The search converges to download a file, and then the search engine turned verb appears as a librarian, not always find what I was looking for.
Here comes the revolution: The Filestube.com. With this tool I found what is fast, easy and right. The immediate response to the core in search: all files I tried also with several download options functional and straightforward.
Filestube.com is more than the verb, the action itself is described by him.


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FilesTube.com - Baixe Tudo

Os sites de busca tornaram-se extensões dos cérebros.
Lembro-me, há 25 anos, eu precisava ir à biblioteca municipal para pesquisar sobre qualquer coisa, que geralmente me ocorria durante a noite, que ansiedade, eu teria que esperar o outro dia, e ainda mais, a biblioteca abrir, a bibliotecária procurar e talvez não encontrar o que eu queria.
Sinto-me meio retardado quando o pc quebra.
Apareceram, até hoje muitos sites de busca, alguns viraram até verbo. Mas o ápice de uma busca é certamente baixar um arquivo, seja um texto ou um programa, uma música ou uma imagem. A busca converge para o download de um arquivo, e então o site de busca que virou verbo aparece como a bibliotecária, nem sempre encontrava o que eu procurava.
Eis que surge a revolução: O Filestube.com. Com essa ferramenta eu encontrei o que há de mais rápido, fácil e certo. A resposta imediata para o cerne na busca: todos os arquivos que eu procurava, ainda, com varias opções de download funcionais e diretas.
Filestube.com é mais que o verbo, é a própria ação descrita por ele.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Para os Amantes da Boa Prosa e do Futebol

 

Revista Coletiva discute a realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil

O Brasil será o anfitrião dos principais eventos esportivos mundiais nos próximos anos. A Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 lançam desafios sociais, econômicos e políticos que são tratados no oitavo número da Revista Coletiva (www.coletiva.org). Com o tema “Megaeventos esportivos”, a revista traz artigos, entrevista, reportagens e um especial com imagens do jogo Chile x Estados Unidos, realizado durante a Copa de 1950 no Nordeste.

Os editores convidados para organizar o atual número da Coletiva são Túlio Velho Barreto, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), e Jorge Ventura de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ambos coordenam os Núcleo de Sociologia de Futebol. Para Barreto, o atual tema da Coletiva nasceu da necessidade de tratar, sob diversos aspectos, do legado dos megaeventos esportivos para o país.

O editorial que abre a revista toma os argumentos de Simon Kuper e Stefan Szymanski, autores do livro Soccernomics, para mostrar que o chamado legado, supostamente gerado pela realização de megaeventos esportivos, não justificaria inteiramente a sua realização em termos econômicos. Sobretudo em países com enormes carências em infraestrutura e nas áreas da habitação, saúde, saneamento, segurança, educação e mobilidade urbana.

Os artigos foram produzidos a partir dessa ideia, que é desdobrada nas diferentes especialidades dos colaboradores da Coletiva. Entre eles, estão os urbanistas Raquel Rolnik e Tomás Lapa, os antropólogos Arlei Damo, Luiz Henrique de Toledo e Édison Gastaldo, os sociólogos Martin Curi, Pablo Alabarces e José Luiz Ratton, o arquiteto e urbanista Cristiano Nascimento e o juiz de direito Aílton Alfredo de Souza.

A Coletiva também traz uma entrevista com o jornalista Juca Kfouri. O entrevistado afirma que o Brasil não está preparado para realizar as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Para ele, a razão é simples. Só agora, passadas as Olimpíadas de Londres, o Ministério dos Esportes anunciou a intenção de dotar o país de uma política nacional de esportes, sem levar em conta que os investimentos num ciclo olímpico não podem se restringir aos quatro anos que antecedem a realização do evento.

Na seção de reportagens, são abordadas a mobilização dos Comitês Populares da Copa, a violação dos direitos trabalhistas nas arenas da Copa e a discussão sobre os possíveis legados dos megaeventos esportivos. A Coletiva ainda traz uma matéria especial assinada pelo jornalista Breno Pires, que trata do único jogo de Copa do Mundo realizado no Nordeste, em 1950.
A Coletiva é uma revista de divulgação científica produzida pela Fundaj. Suas publicações oferecem um enfoque crítico a respeito das atividades científica e cultural, da produção e uso do conhecimento em diversas áreas do saber. Em seu conteúdo trimestral temático, apresenta reportagens elaboradas por estudantes de jornalismo, entrevistas e artigos redigidos por especialistas. Também traz seções semanais de notícias, memória, vídeos e um canal direto para que pesquisadores e estudiosos divulguem seus trabalhos.


EDITORIAL
Megaeventos esportivos
Túlio Velho Barreto  e Jorge Ventura de Morais

Imagens da primeira e única partida de uma Copa do Mundo realizada no Nordeste brasileiro. 

ENTREVISTA

REPORTAGENS
Por Beatriz Albuquerque
Por Caroline Rangel
Por Flora Freire
Por Breno Pires
 
ARTIGOS
Simon Kuper e Stefan Szymanski
Raquel Rolnik
Tomás de Albuquerque Lapa
Martin Curi
Arlei Sander Damo
Pablo Alabarces
Luiz Henrique de Toledo
Édison Gastaldo
Cristiano Nascimento
José Luiz Ratton
Ailton A. de Souza

NOTÍCIAS

PESQUISAS +
 
REDE SOCIAL

Boa leitura!

Equipe Coletiva

A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.


A invasão do território brasileiro se iniciou há muito tempo, com a interferência de falsas ONGs nas reservas indígenas, onde o tráfico de espécies e conhecimentos, para enriquecer outros países e indústrias farmacêuticas, acontece. Quando uma presença realmente efetiva do governo não se processa, abre-se oportunidades para outras nações dominarem.

Algumas reservas indígenas no Brasil são maiores que pequenos países europeus, essas terras são ricas em minérios como urânio, diamantes e ouro, entre tantas outras riquezas como a biológica. O domínio das reservas é facultado totalmente aos povos indígenas, A Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, (documento da ONU, emitido para a adesão dos países), assinada por nosso Governo, fere a soberania nacional e permite a criação de 223 territórios independentes ou países dentro do Brasil, porque são 223 nações indígenas que podem, segundo o documento, textualmente firmar acordos internacionais e teoricamente escolher a nacionalidade.

O maior sertanista, depois do Marechal Rondon, Orlando Vilas Boas, profetizou isso ha muito tempo. Ele melhor do que ninguém conhecia a realidade nas reservas e a presença dos interesses estrangeiros.



Eu não entendo como os deputados e o poder executivo não escutam as orientações dos expoentes das Forças Armadas, sobre a iminente invasão do Brasil. A opinião pública não dá atenção ao problema porque acha que por sermos "pacifistas por excelência", outros países desconsiderarão a luta armada ou tomar posse do que é nosso. 

Uma diplomacia só é forte se amparada por uma força militar efetiva, que garanta resposta eficaz contra qualquer ameaça. A diplomacia só cabe entre forças iguais. "Se queres paz, te prepara para a guerra".

O Brasil tem muitas prioridades que são levadas em conta, antes do reaparelhamento do Exército, Marinha e Aeronáutica. Mas não teremos um país para cuidar se não o defendermos antes. A defesa se faz de fora do território, o Exército tem que estar na linha de fronteira, a Marinha tem que estar fora da "Amazônia Azul" e a Aeronáutica tem que interceptar aeronaves inimigas no curso de invasão. Se não, não somos nós que defendemos o Brasil, mas o Brasil que nos defende. 

Falando basicamente, sem citar toda a estrutura logística e materiais de apoio como um todo, precisamos de mais efetivo e aparelhamento na fronteira seca, com integração do Exército, com o auxílio dos conhecimentos específicos da Polícia Federal e IBAMA, na atuação contra a exportação ilegal de fauna, flora, trafico de drogas, etc...,  precisamos de caças que ofereçam combate, precisamos de submarinos e porta-aviões para defender nossas riquezas marinhas, que não resumem-se ao pré-sal, mas também aos recursos pesqueiros e os minérios como o cobalto, o ouro e diamantes. Isso mesmo, ouro, diamante e tantos outros minérios também estão no mar.

Não se trata apenas de ter o que defender, mas antes, defender para ter. 



sábado, 22 de setembro de 2012

Carta Para a Minha Neta




Querida Valentina,
Agora que você fez dez anos, quero lhe escrever sobre algo que é muito importante para mim. Você já se perguntou sobre como sabemos as coisas que sabemos? Como sabemos, por exemplo, que as estrelas, que parecem pequenos pontos no céu, são na verdade grandes bolas de fogo como o Sol e ficam muito longe? E como sabemos que a Terra é uma bola menor, girando ao redor de uma dessas estrelas, o Sol?

A resposta para essas perguntas é "provas". Às vezes "prova" significa realmente ver (ou ouvir, ou sentir, cheirar...) que algo é verdade. Astronautas viajaram longe o suficiente da Terra para ver com seus próprios olhos que ela é redonda. Às vezes nossos olhos precisam de ajuda. A "estrela-d'alva" parece uma sutil cintilação no céu, mas com um telescópio você pode ver que ela é uma linda bola - o planeta que chamamos de Vênus. Uma coisa que você aprende diretamente vendo (ou ouvindo, ou cheirando...) é chamada de observação.

E é observando que percebemos tantas coisas diferentes, ideologias, religiões, etc... todas acreditam em visões diferentes, então,  certamente nem todas podem estar certas. O homem parece achar que isso não é um problema, e nem tenta fazê-las discutir suas diferenças entre si. Mas não é isso que quero enfatizar no momento. Eu simplesmente quero analisar de onde vieram as crenças. Vieram da tradição. Tradição significa crenças passadas do avô para o pai, deste para o filho, e assim por diante. Ou por meio de livros passados através das gerações ao longo dos séculos. Crenças populares frequentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecer especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. Isso é tradição.

O problema com a tradição é que, independentemente de há quanto tempo a história tenha sido inventada, ela continua exatamente tão verdadeira ou falsa quanto a história original. Se você inventar uma história que não seja verdadeira, transmiti-la através de vários séculos não vai torná-la verdadeira!

A maioria das pessoas na Inglaterra foi batizada pela Igreja anglicana, mas esse é apenas um entre muitos ramos da religião cristã. Há outras divisões, como a ortodoxa russa, a católica romana e as metodistas. Todas acreditam em coisas diferentes. A religião judaica e a mulçumana são um pouco diferentes; e há ainda diferentes tipos de judeus e mulçumanos. Pessoas que acreditam em coisas um pouco diferentes umas das outras vão à guerra por causa das discordâncias. Então você talvez imagine que eles têm boas razões - provas - para acreditar naquilo que acreditam. Mas, na realidade, suas diferentes crenças são inteiramente decorrentes de tradições.

Vamos falar sobre uma tradição em particular. Católicos romanos acreditam que Maria, a mãe de Jesus, era tão especial que ela não morreu, mas acendeu ao Céu. Outras tradições cristãs discordam, e dizem que Maria morreu como qualquer pessoa. Outras religiões não falam muito nela e, de modo diferente dos católicos romanos, não a chamam de "Rainha do Céu". A tradição segundo a qual o corpo e Maria foi levado ao Céu não é muito antiga. A Bíblia não diz nada sobre como ou quando ela nasceu; aliás, a pobre mulher mal é mencionada na Bíblia. A crença de que seu corpo foi levado ao Céu não foi inventada até cerca de seis séculos após a época de Jesus. No início, só foi inventada, da mesma forma que qualquer história, como "Branca de Neve". Mas, no transcorrer dos séculos, ela se tornou uma tradição e as pessoas começaram a levá-la a sério simplesmente porque a história havia sido transmitida ao longo de tantas gerações. Quanto mais velha a tradição se tornava, mais as pessoas a levavam a sério. Ela foi por fim escrita como uma crença católica romana oficial muito recentemente, em 1950. Mas a história não era mais verdadeira em 1950 do que quando foi inventada, seiscentos anos após a morte de Maria.

Vou voltar à tradição no fim de minha carta, e olhá-la de outro modo. Mas antes preciso tratar das outras duas más razões para crer em alguma coisa: autoridade e revelação.

Autoridade enquanto razão para crer em algo significa acreditar porque alguém importante ordenou que você acreditasse. Na Igreja católica romana, o papa é a pessoa mais importante, e as pessoas acreditam que ele deve estar certo só porque ele é o papa. Num dos ramos da religião muçulmana, as pessoas importantes são velhos barbados chamados de aiatolás. Muitos muçulmanos se dispõem a cometer assassinatos simplesmente porque aiatolás de um país distante deram essa ordem.

Quando digo que só em 1950 os católicos romanos foram finalmente informados que tinham que acreditar que o corpo de Maria havia subido para o Céu, quero dizer que em 1950 o papa disse que isso era verdade, e então tinha que ser verdade! É claro que algumas coisas que o papa disse ao longo de sua vida devem ser verdade e outras não. Não há nenhuma boa razão para você acreditar em tudo que ele diz mais do que você haveria de acreditar nas coisas que muitas outras pessoas dizem, só porque ele é o papa. O papa atual ordenou às pessoas que não controlasse o número de filhos que vão ter. Se sua autoridade for seguida com a obediência que ele deseja, os resultados poderão ser uma terrível escassez de alimentos, doenças e guerras, causadas por superpopulação.

É claro que, mesmo na ciência, às vezes nós mesmos não vemos as provas e temos de acreditar no que foi dito por outra pessoa. Eu não vi, com os meus próprios olhos, que a luz viaja à velocidade de 300 mil quilômetros por segundo. Mas acredito em livros que me dizem qual é a velocidade da luz. Isso parece "autoridade". Mas na realidade é muito melhor que autoridade, porque as pessoas que escreveram o livro viram as provas, e qualquer um de nós pode examinar as provas com atenção no momento que quiser. Isso é muito confortante. Mas nem mesmo os padres afirmam que há provas para a história de que o corpo de Maria subiu para o Céu.

A terceira má razão para acreditar em algo é "revelação". Se você tivesse perguntado ao papa, em 1950, como ele sabia que o corpo de Maria tinha subido ao Céu, ele provavelmente teria dito que isso lhe fora revelado. Ele se fechou num quarto e rezou, pedindo orientação. Sozinho, ele pensou e pensou, e na sua intimidade teve mais e mais certeza de suas ideias. Quando pessoas religiosas têm uma simples sensação de que algo deve ser verdade, mesmo que não haja provas de que o seja, eles chamam sua sensação de "revelação". Não só os papas afirmam ter revelações. Isso também acontece com muitas pessoas religiosas. É uma de suas principais razões para acreditar naquilo que acreditam. Mas isso é bom ou ruim?

Suponha que eu lhe dissesse que seu cachorrinho está morto. Você provavelmente ficaria muito triste, e talvez dissesse: "Você tem certeza? Como você sabe? Como aconteceu?". Suponha então que eu respondesse: "Na verdade, eu não sei se Chuco-Chuco está morto. Eu não tenho provas. Só tenho uma sensação esquisita, bem dentro de mim, de que ele está morto". Você ficaria muito zangada comigo por tê-la assustado, porque você sabe que uma "sensação" por si só não é uma boa razão para acreditar que um cachorro está morto. Você precisa de provas. Todos temos sensações e pressentimentos de tempos em tempos, e descobrimos que às vezes estavam certos, às vezes não. De qualquer forma, pessoas diferentes podem ter sensações opostas, então como decidir quem teve a intuição correta? O único jeito de ter certeza de que um cachorro está morto é vê-lo morto, ou ouvir que seu coração parou de bater, ou obter essa informação de uma pessoa que viu ou ouviu alguma prova de que ele está morto.

As pessoas às vezes dizem que devemos acreditar em sensações íntimas, senão você nunca teria certeza de coisas como "Minha esposa me ama". Mas esse é um argumento ruim. Pode haver muitas provas de que alguém ama você. Durante todo o dia em que você está com alguém que a ama, você vê e ouve pequenas provas, que afirmam ou negam sua hipótese, e elas se somam. Não é somente uma sensação interior, como a sensação que os padres chamam de revelação. Há outras coisas para apoiar a intuição: olhares, um tom carinhoso de voz, pequenos favores e gentilezas; tudo isso serve de prova.

Certas pessoas têm forte sensação de que alguém as ama sem que isso esteja baseado em provas, e então é provável que estejam completamente enganadas. Há pessoas com uma forte intuição de que um astro do cinema está apaixonado por elas, mas na realidade o astro de cinema nem sequer as encontrou. Pessoas assim são doentes da cabeça. Sensações íntimas ou intuições precisam ser apoiadas por provas, senão você simplesmente não pode confiar nelas.

As intuições são valiosas na ciência também, mas só para lhe dar ideias que você então testa, procurando provas. Um cientista pode ter um "pressentimento" sobre uma ideia que ele "sente" estar correta. Por si só, isso não é uma boa razão para acreditar nela. Mas pode ser uma razão para passar algum tempo fazendo experimentos, ou à busca de provas. Cientistas usam a intuição o tempo todo para ter ideias. Mas elas não valem nada até que sejam apoiadas por provas.

Eu prometi que voltaria à tradição, para examiná-la de outro modo. Quero explicar o que a
tradição é tão importante para nós. Todos os animais são construídos (pelo processo chamado de evolução) para sobreviver no local em que seus semelhantes vivem. Leões são construídos para sobreviver nas planícies da África. O lagostim é construído para sobreviver na água doce, enquanto as lagostas são adaptadas para a vida na água salgada. As pessoas também são animais, e somos construídos para viver bem no mundo cheio de... Outras pessoas. A maioria de nós não caça para obter comida, como as lagostas ou os leões; nós a compramos de pessoas que, por sua vez, a compram de outras pessoas. Nós "nadamos" num "mar de pessoas". Assim como um peixe precisa das brânquias para sobreviver na água, as pessoas precisam do cérebro que as torna capazes de se relacionarem umas com as outras. Assim como o mar está cheio de água salgada, o mar de pessoas está cheio de coisas difíceis de aprender. Como a linguagem.

Você fala inglês, mas alguma colega de intercâmbio fala espanhol. Cada um de vocês fala a língua que lhes permite "nadar" no seu "mar de pessoas". A linguagem é transmitida por tradição. Não há alternativa. Na Inglaterra, Chuco-Chuco é a dog. Na Alemanha, ele é ein Hund. Nenhuma dessas palavras é mais correta ou verdadeira do que a outra. As duas foram transmitidas ao longo do tempo, só isso. Para serem boas em "nadar no seu mar de pessoas", as crianças têm que aprender a língua de seu país, e muitas outras coisas sobre o seu povo; e isso só quer dizer que elas precisam absorver, como um algodão, uma enorme quantidade de informações sobre tradições (lembre que essas informações são aquelas passadas dos avós para pais e deste para filhos). O cérebro da criança tem que absorver informações sobre tradições. Não é de se esperar que a criança consiga separar a informação boa e útil, como as palavras de uma língua, das informações ruins e tolas como acreditar em bicho papão, velho do saco, monstros de armário, demônios e seres imortais.

É uma pena - mas não deixa de ser assim - que, por serem sugadoras da informação sobre tradições, as crianças possam acreditar em qualquer coisa que os adultos lhes digam. Não importa se é falso ou verdadeiro, certo ou errado. Muito do que os adultos dizem é verdadeiro e baseado em provas, ou pelo menos sensato. Mas se parte do que é dito é falso, tolo ou até malvado, não há nada para impedir as crianças de acreditarem naquilo também. E quando as crianças crescerem o que farão? Bom, é claro que contarão as histórias para a próxima geração de crianças. Então, uma vez que uma idéia se torna uma crença arraigada - mesmo que seja completamente falsa e nunca tenha havido uma razão para acreditar nela, pode durar para sempre.

Será isso o que aconteceu com as religiões? A crença de que há umDeus ou deuses, crença no Céu com muito vinho e virgens, crença em Tupã, no inferno, que Jesus nunca possuiu um pai humano, que as orações são respondidas, que agua se torna vinho e vinho se torna sangue - nenhuma dessas crenças é apoiada por boas provas. E, no entanto, milhões de pessoas acreditam nelas. Talvez isso ocorra porque elas foram levadas a acreditar nessas coisas quando eram tão jovens que aceitavam em qualquer coisa, em coelho de páscoa ou em Papai Noel.

Milhões de pessoas acreditam em coisas bem diferentes, porque diferentes coisas lhes foram ensinadas quando eram crianças. Coisas diferentes são ditas para crianças idianas, japonesas, muçulmanas e cristãs, e todas crescem totalmente convencidas de que estão certas e as outras erradas. Mesmo entre cristãos, católicos romanos acreditam em coisas diferentes dos anglicanos ou de pessoas como os shakers [adeptos da Igreja milênio] ou quacres, mórmons ou Holy Rolers, e todos estão plenamente convencidos de que estão certos e os outros errados. Acreditam em coisas diferentes exatamente pela mesma razão que você fala inglês e sua colega fala espanhol. Ambas as línguas são, em seu próprio país, a língua certa para se falar. Mas não pode ser verdade que religiões diferentes estão corretas em seus próprios países, pois religiões diferentes afirmam que coisas opostas são verdadeiras. Maria não pode estar viva na Irlanda do Sul (um país católico) e morta na Irlanda do Norte (que é protestante).

O que podemos fazer sobre tudo isso? Não é fácil para você fazer alguma coisa, porque você só tem dez anos. Mas você pode experimentar o seguinte. Da próxima vez que alguém lhe disser algo que parecer importante, pense: "Será que isso é o tipo de coisa que as pessoas sabem por causa de provas? Ou será o tipo de coisa em que as pessoas acreditam só por causa de tradição, autoridade ou revelação?". E, da próxima vez que alguém lhe disser que uma coisa é verdade, por que não se perguntar: "Que tipo de prova há para isso?". E, se os argumentos não puderem lhe dar uma boa resposta, eu espero que você pense com muito carinho antes de acreditar em qualquer palavra daquilo que foi dito.

De seu querido avô.

Essa carta, minha neta, foi originalmente escrita por Richard Dawkins, um professor da Universidade de Oxford; Que se sentiu preocupado com o que a filha poderia entender do mundo, achei muito interessate e até me senti no lugar dele, pois o que ele disse, certamente é o que eu diria. Adaptei o texto para você, que agora, ainda nem nasceu.
Sua mãe, Ariel sempre foi uma boa menina, tive orgulho dela desde que soube que viria ao mundo. E tenho certeza que ela está dando a você tudo àquilo que eu quis dar a ela, e certamente muito do que eu dei. Dentre todas as coisas mais importantes, uma em especial, o esclarecimento, pra mim foi a primeira que achei mais importante ter. Essa carta traz um pouco para que você possa pesar as coisas que te dizem.
Gostaria de escrever um manual que te guiasse a viver no mundo, mas seria muito cansativo fazê-la ler. Vou te ensinar coisas, através de tua mãe e tenho certeza que ao longo de tua vida, você vai ouvir “seu avô dizia isso” ou “seu avô uma vez me disse...”, e é nessa certeza que fico feliz de estar em tua vida, ainda que eu não esteja mais “na vida. As coisas e as pessoas aparecem e um dia tem como certo, desaparecer. E é exatamente o que as pessoas dizem que fazem saber que passaram por esse mundo.
Vivemos em tempos difíceis, eu desde que nasci não tive uma vida fácil, para tua mãe também. Vivemos um mundo de transformações e as pessoas não tinham certeza de quase nada. A insegurança fazia com que se individualizassem, e que a partir disso as boas relações ficassem raras. Que as pessoas de confiança pudessem a qualquer momento tornarem-se o oposto.
Desejo firmemente que o mundo que você herdou seja melhor do que o que temos. Que as pessoas tenham percebido a tempo que o rumo que tomavam era errado. Estou fazendo tudo o que posso para deixar para você o melhor.
Gostaria de pedir uma coisa: Escute tua mãe, ela aprendeu, ao longo de muitos anos (e ainda está aprendendo, por você) a viver. Tudo o que ela diz para você, mesmo as coisas que possam parecer ruins, a princípio, tenha certeza que é o melhor para você. Nada do que ela fizer para você terá um objetivo diferente do de cuidar de tua vida.
Amo muito você.
Vô.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Nota de Desagravo ao Professor Jorge Ventura de Morais

        Com grande estranheza leitores do blog de Luis Nassif defrontaram-se com o texto intitulado “O financiamento da masturbação sociológica pelo CNPq” no último dia 16 do corrente mês. Nele, o autor, mediante o recurso a excertos pinçados e descontextualizados, põe em xeque a relevância do estudo da relação entre o uso da tecnologia e as regras do futebol sob o argumento de sua obviedade, tomando como exemplo os trabalhos do Professor Jorge Ventura de Morais, do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco.
Ora, como é sabido, a Sociologia constitui campo de conhecimento que busca compreender a realidade social na sua complexidade – constituição, manutenção, transformação – em especial, processos sociais relativos ao compartilhar significados, valores, símbolos, conhecimento, cultura, tecnologia. Também é sabido que, para tanto, o estudo do cotidiano, em suas diversas dimensões, tem contribuído para fazer avançar o conhecimento sobre a sociedade, bastando mencionar os aportes da Etnometodologia, de Erving Goffman, Aaron Cicourel, dentre muitos outros. Subjacente a todos eles, há a questão das regras que orientam o comportamento coletivo, aspecto que certamente pode ser aprofundado mediante o estudo do futebol como uma das práticas sociais que atrai multidões e que ganhou vida própria, como se revela nos trabalhos de Norbert Elias e Pierre Bourdieu. O autor do texto, além de citar trechos que não mostram o sentido do trabalho criticado em sua inteireza, parece revelar ignorância do campo da sociologia. Demonstra não vislumbrar que os trabalhos do referido professor focalizam temas de enorme importância científica, como as relações entre a tecnologia e as distintas práticas sociais e a relevância das normas e da sua interpretação para o funcionamento das sociedades. Finalmente, na sua estreiteza, o blogueiro não compreende que a produção do conhecimento científico envolve aspectos tanto “puros” quanto “aplicados”.
Não vá o sapateiro além dos seus sapatos.

Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
da Universidade Federal de Pernambuco


SBS Repudia a atitude do Jornalista Nassif

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O olho dos EUA sobre o Brasil (updated)



As pessoas tem muito o que se preocupar, para pensar em defesa nacional e ameaça de invasão.
Sem contar a participação do Brasil com uma força expedicionária junto aos aliados em 1942, o nosso país vive sem guerra a mais de um século. Pra quê pensar em guerra? Vamos para a praia, vamos ver uma partida de futebol, vamos tomar uma cerveja.

Mas as coisas mudaram. O Brasil é detentor de riquezas minerais entre tantos outros recursos naturais, como 15% de toda a água doce do planeta. Tem o melhor biocombustível do mundo, a maior indústria de carne bovina, com o maior rebanho... é um dos maiores exportadores de commodities do globo, somos os melhores em suco de laranja, fumo, ferro, galináceos, entre tantos.

Temos um crescimento de 7% ao ano (o dobro dos EUA), um PIB maior que a junção dos PIBs de todos os países da América do Sul. Temos a maior reserva de floresta do globo, uma reserva de petróleo que produzirá 300.000 barris por dia, depois de alcançada a plenitude na exploração da reserva do pré-sal, o que nos colocará como terceiro ou quarto produtor mundial! Ou seja, somos alvo de cobiça. Todas as "economias decadentes" do globo ambicionam o que tem o Brasil.

Existe base militar dos EUA em volta do Brasil, quase uma em cada país vizinho. Por quê?
A idéia mundial é que o Brasil é um país pacífico, com uma força armada desaparelhada, É VERDADE!
Qualquer França, poderia invadir o Brasil. Estudiosos falam que resistiríamos apenas uma hora de combate, e que daí por diante, faríamos como os Afegãos, guerrilha.
Os EUA já traçaram planos de invadir o Brasil, o último vídeo dessa postagem mostra isso, quando durante a Segunda Guerra, o Brasil estava entre o apoio aos Nazistas e os Aliados. E no segundo vídeo, os documentos liberados pelo Wikileaks, mostra o que atualmente o governo dos EUA pensa sobre a nossa defesa.

Até a Venezuela está se armando melhor que o Brasil.
Logo abaixo tem uma matéria jornalística da TV dos EUA que mostra mais ou menos o seu conceito sobre nós, tal vídeo encerra falando exatamente do quanto somos capazes de nos defender... Pode ser loucura, mas eu acho que começa-se a criar uma cultura de "O Brasil é rico e indefeso, vamos lá!"

[Quando eu via os blogueiros de sites conspriacionistas escrevendo coisas do tipo: bloquearam-me, removeram, apagaram, perseguiram...eu pensava "...isso é uma viagem!".  Entretanto, várias vezes eu tive que repostar esse vídeo, pois o youtóba trocava o código fonte de compartilhamento, e encaminhava essa exibição a outro vídeo qualquer. Felizmente tinha baixado o vídeo e upei para tentar mantê-lo exibido - "Ghost in the shell", certamente..., mas como dizia Mllôr: "O fato de eu ser paranóico, não quer dizer que eu não esteja sendo perseguido.". ]

Temos que nos preocupar, ou será que precisa esperar a invasão chegar? Ah, vamos tomar uma cerveja na praia e ver o futebol... depois agente se preocupa com isso! "Panis et Circenses!"



O que o Wikileaks revelou sobre o que os EUA pensam do Brasil. 


O que você pode fazer pelo Brasil? 

Certa vez, os planos para invadir o Brasil foram traçados pelos EUA.

Saiba mais

G1: Sucateado, o Exército nao teria como responder a guerra - dizem generais
Defesanet: Gasto do Brasil com defesa é tão baixo - diz chefe de missoes da ONU