quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vida Monga

http://2.bp.blogspot.com/-YbJ0c9Iklys/TqjXenkR5eI/AAAAAAAADA0/e72GQjS8cAo/s1600/102.jpg

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Todo bom começo tem um bom professor



Download do filme




Download da música

A base de toda conquista é o professor
A fonte de sabedoria, o professor
Em cada descoberta, cada invenção
Todo bom começo tem um bom professor
No brilho de uma ferrovia
(um bom professor)
No bisturi da cirurgia
(um bom professor)
No tijolo, na olaria, no arranque do motor
Tudo que se cria tem um bom professor
No sonho que se realiza
(um bom professor)
Cada nova ideia tem um professor
O que se aprende, o que se ensina
(um professor)
Uma lição de vida, uma lição de amor
Na nota de uma partitura, no projeto de arquitetura
Em toda teoria, tudo que se inicia
Todo bom começo tem um bom professor
Tem um bom professor

_____________________________

Irmã, você é a melhor professora do mundo!

domingo, 9 de outubro de 2011

Apostila de Psicologia aplicada à adminstração

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Xenofobia, eu?

http://2.bp.blogspot.com/-KRD843NRJGk/Tou5YKeQGEI/AAAAAAAADAY/lnBiJlD5q00/s1600/Macaco%252Bdando%252Bo%252Bdedo.jpg


Xenofobia (do grego ξένος, translit. xénos: "estrangeiro"; e φόβος, translit. phóbos: "medo.") é o medo irracional (?), aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros.

Não foi apenas uma vez que vi alguém falar que ouviu um estrangeiro (turista visitando o Brasil) falar mal da gente. Não é a primeira vez que presencio estrangeiros falarem mal do nosso país e de nossa gente.

Na sexta-feira 23 de Setembro, quando atravessava de São Luís para Alcântara, num barco cheio de brasileiros, dois alemães e um francês ouvi o francês falar em tom de piada dos brasileiros, dizia que o Brasil tem "os macacos mais inteligentes do mundo", seguindo ao comentário riam-se os alemães da piada. Me admira que a Brasiliense que os acompanhava não protestou da brincadeira, apesar de não sorrir.

Fiquei chateado, além dele fazer piada com nossa gente, ele também imaginava que ali, ninguém o entenderia, pois falava em inglês. Senti uma vontade grande de dizer às pessoas que estavam no barco, já em alto mar o que estava acontecendo, e quem sabe provocar um "homem ao mar".

Segurei-me mas comentei com a acompanhante da turma de estrangeiros que ela deveria advertir o amigo, para quando falasse mal da gente que tomasse cuidado, pois alguém poderia entender e ele acabaria, quem sabe, se dando mal.

O que eu passei a sentir, não imaginava que seria possível. Algo como a condenável, feia e injusta, xenofobia. Ora, estou (estamos?) cansado de saber dessas mal educadas manifestações de turistas estrangeiros, de humilhações que os brasileiros passam em aeroportos pelo mundo, de maus tratos em consulados ao pedir visto, de casos escabrosos contra nosso orgulho de ser Brasileiro.

O que eles vem fazer aqui, se tudo os desagrada?

Somos um povo hospitaleiro, que faz de tudo para agradar, que faz de tudo para entender os gaguejados em português, tentamos ajudar e levar o turista aonde ele quer, indo deixa-lo se possível, além de informar aonde ir. Certamente esse carinho não recebemos de qualquer um, quando visitamos países na América do Norte ou Europa.

Devemos saber que somos bons, que devemos sim receber bem, mas que não devemos perder a medida e tratar como somos tratados.

Direito de reciprocidade, ou seremos mesmo macacos nada inteligentes!


Can not create DirectShow Player - para resolver

É um bug o Java.


iniciar | executar | digite:

regsvr32 jscript.dll

enter

regsvr32 vbscript.dll

enter

Reinicie

Astrônomos descobrem novas "Terras"


http://1.bp.blogspot.com/_NvAd0kMq0ko/TStJYyKPdyI/AAAAAAAAD4I/-f-j57FQ4n0/s1600/010805080218-muitas-terras.jpg


Uma equipe internacional de astrônomos anunciou a descoberta de mais de 50 exoplanetas em órbita de estrelas próximas, entre os quais uma "super Terra", situada em uma zona "habitável", isto é, onde a água pode ser encontrada em estado líquido.

Uma dessas super Terras situa-se na zona habitável de sua estrela, onde a água pode se apresentar em estado líquido, portanto, propícia para o surgimento da vida como conhecemos.

Os planetas estão a dezenas de anos-luz da Terra (1 ano-luz = 9,46 trilhões de quilômetros), se para chegar aqui, partindo do Sol, na velocidade da luz demoraríamos pelo menos 7 minutos, imagine passar uma vida inteira, numa nave, para chegar a um planeta desses? E perceba que não desenvolvemos ainda nenhuma nave que viage a velocidade da luz!

Então perca as esperanças de desfrutar de um novo planeta e cuide desse aqui!



domingo, 2 de outubro de 2011

Espíritas e Cátaros - qualquer coincidência, mera semelhança


http://2.bp.blogspot.com/-okvTIps9VOY/Toh_cbDiPGI/AAAAAAAADAI/RFpS3jeVaBU/s1600/languedoc%25282%2529.jpg

Eles queimaram na fogueira porque repudiaram a Igreja, desafiaram o papa e fundaram um catolicismo alternativo em plena Idade Média

O povo de Languedoc, no sul da França, é conhecido por ser do contra e orgulhoso de sua terra. Os habitantes daquela região se gabam de ter as videiras mais antigas do país, plantadas pelos romanos. Também empinam o nariz para o futebol, esporte mais popular entre os franceses. Lá, o que se joga é rúgbi. Essa vocação para a dissidência vem de longe. Seu ápice ocorreu no século 11, quando cidadãos de Languedoc repudiaram a Igreja Católica – por eles chamada de Igreja dos Lobos – e fundaram um cristianismo alternativo: o catarismo.

Os cátaros formaram a sociedade secreta mais “popular” da Idade Média. Alguém falou em heresia? Para esses cristãos, herege era o papa. “Eles se julgavam herdeiros dos apóstolos e foram condenados por isso”, escreve Mark Gregory Pegg em The Corruption of Angels (“A Corrupção dos Anjos”, inédito no Brasil), que narra a trajetória da seita.

BONS HOMENS

A história dos cátaros teve um início obscuro. Em 1022, dois monges que nada tinham a ver com o movimento foram queimados vivos, acusados de adorar o Diabo. O bispo do condado de Toulouse, o maior da região de Languedoc, condenou a execução. Secretamente, ele e outros membros da Igreja já vinham discutindo idéias pouco ortodoxas aos olhos do catolicismo. Acreditavam num Deus que era puro espírito. E que a criação era obra maléfica, não divina.

No século 12, 4 paróquias de Languedoc abandonaram formalmente o credo católico, abraçando as novas idéias: Toulouse, Carcassone, Albi e Agen. Por causa das duas últimas, o movimento acabou sendo chamado também de albigense. A palavra “cátaro”, porém, só entrou para o vocabulário medieval por volta de 1160, graças a um pregador católico da Renânia chamado Eckbert de Schönau – emérito detrator da seita. Segundo uma de várias versões, o termo viria do grego katharoi, que significaria “os puros”. A história mais aceita, contudo, é bem menos lisonjeira. Segundo Alain de Lille, um teólogo francês do século 13, sua origem estaria na palavra catus (“gato” em latim), pois os seguidores da seita “faziam coisas ignóbeis em seus conciliábulos, como beijar o traseiro de gatos”.

Os novos fiéis estavam se lixando. Eles se autodenominavam bons hommes e bonnes femmes (“bons homens” e “boas mulheres”). E repudiavam o termo “cátaro”. Os padres se vestiam com hábitos negros. Rejeitavam o dogma da Santíssima Trindade e também os sacramentos, como o batismo, a eucaristia e o matrimônio. E viam com naturalidade o sexo fora do casamento. “Se a castidade não pudesse ser priorizada, era melhor manter encontros casuais do que regularizar oficialmente o mal”, diz a historiadora Maria Nazareth de Barros, autora de Deus Reconhecerá os Seus: A História Secreta dos Cátaros. A nova crença também arregimentou adeptos na Catalunha, na Alemanha, na Inglaterra e na Itália.


http://1.bp.blogspot.com/_zTYxOZYsDcM/SfNfLolh3YI/AAAAAAAAHpQ/tt4arhPgXY0/s400/cataros4.jpg

FOGO DIVINO

Roma tentou conter o catarismo na base da conversa até meados do século 12. Quando o papa Inocêncio 3º assumiu, em 1198, a atitude da Igreja endureceu. Inocêncio suspendeu diversos bispos do sul da França. Em 1208, o representante eclesiástico Pierre de Castelnau excomungou um nobre de Toulouse. Em represália, foi assassinado.

O incidente foi a gota d’água. No mesmo ano, o Vaticano autorizou uma guerra santa contra Languedoc – a primeira e última cruzada contra cristãos da história. No cerco a Béziers, em julho de 1209, 7 mil fiéis foram chacinados, entre eles mulheres e crianças. Em 1244, 200 cátaros foram queimados vivos numa grande fogueira nas redondezas da fortaleza de Montségur. A tortura era generalizada. O interrogador católico Guilhem Sais, certa vez, afogou uma mulher cátara num barril de vinho, pois ela não queria confessar seus supostos pecados.

A Igreja precisou de décadas, mas conseguiu varrer os cátaros da face da terra. No coração dos habitantes de Languedoc, porém, a seita sobreviveu. O povo daquela região é do contra, lembra? Até hoje, em cidades como Montpellier e Toulouse, os revoltosos viraram até nome de rua: des Heretiques (dos Heréticos) na primeira e des Cathares (dos Cátaros) na segunda. Custou a vida de muitos, mas eles conseguiram sua revanche contra o papado. “Se existe uma coisa que os cátaros nos ensinaram”, diz Pegg, “é que as fronteiras da heresia são móveis, e que devemos ousar alargá-las.”


A curta trajetória de uma seita esmagada pela Igreja

1167

São criadas as 4 primeiras paróquias cátaras, na França.

1198

O papa Inocêncio 3º suspende os bispos ligados ao catarismo.

1208

Um enviado do papa excomunga um nobre cátaro e é assassinado.

1209

Começa a cruzada contra a seita. Em Béziers, 7 mil são chacinados.

1233

O papa Gregório 9º ordena a Santa Inquisição, para reprimir heresias.

1244
Duzentos cátaros são queimados em Montségur. É o fim da seita.



Fonte: Superinteressante by Álvaro Oppermann





Catarismo (o que a wikipédia diz)


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e4/Cathars_expelled.JPG/800px-Cathars_expelled.JPG

Expulsão dos Cátaros de Carcassonne, em 1209.

O catarismo (do grego καϑαρός katharós, "puro") foi um movimento cristão, considerado herético pela Igreja Católica que manifestou-se no sul da França e no norte da Itália do final do século XI até meados do séculos XIV. Suas ideias tem fortes paralelos com o gnosticismo do início da era cristã. Os historiadores indicam sua formação a partir da expansão das crenças dos bogomilos (Reino dos Búlgaros) e dos paulicianos (Oriente Médio).

Os cátaros eram maniqueístas e gnósticos, pois afirmavam a existência de dois princípios opostos: o do Bem e o do Mal. Portanto, eles atribuíam entidade ao Mal. Consideravam que o mal tinha existência ontológica. E isto é o que os tornava maniqueus. Apesar disso, afirmavam ser os verdadeiros e bons cristãos. Dai serem seita cristã e maniquéia. Mais do que isso, eram maniqueistas porque traziam em sua doutrina aspectos da mensagem sincrética do iniciado persa Mani, que tinha espalhado pelo mundo antigo, sua doutrina gnóstica.

Para eles, a matéria teria sido criada pelo deus do mal, para aprisionar nela o espírito do Deus bom. Portanto, todo o universo material seria maligno, e o Criador do Mundo -- Deus adorado pelos Católicos -- seria o Deus do Mal. Um deus menor encarregado da criação do mundo, conhecido universalmente como Demiurgo, seria então sob esta ótica, o deus da matéria ou do mundo da matéria, o Deus supremo seria o principio de todas as coisas, a fonte do mundo divino.

Em conseqüência, eles condenavam a maternidade, pois que a mater, a mãe, produziria mais matéria. Por isso diziam que toda mulher grávida estava ``possessa´´ . A mulher, enquanto geradora de matéria, seria fonte do mal, entenda-se mal aqui, como a impossibilidade do ser humano de gerar seres perfeitamente espiritualizados, todo ser que nasce neste mundo, nasce por que é imperfeito e possui Karma, o nascimento poderia ser visto como uma possibilidade de resgate. O casamento e a procriação eram tidos como obras do deus do Mal, contudo ao mesmo tempo uma benção pois, evitava uma degeneração maior dos seres humanos, segundo a lei bíblica: é melhor casar do que abrasar.

Os sacerdotes cátaros, que denominavam-se "bons cristãos" ou "bons homens" e "boas mulheres", aparentemente levavam vidas simples e castas. Desprovidos de quaisquer posses materiais, buscavam afastar-se ao máximo do mundo, que consideravam corrupto, pois consideravam toda matéria corrupta. Eram considerados bons homens a partir do momento em que recebiam o consolamentum, um rito que representava de maneira simbólica sua morte com relação ao mundo. Os crentes (croyants) eram simpatizantes da doutrina cátara e somente recebiam o consolamentum nos momentos que antecediam sua morte. Os altos sacerdotes cátaros eram denominados perfeitos. Eles caminhavam entre o povo, sempre dois a dois, pregando o Amor universal e também auxiliando a população em suas necessidades. Devido à inúmeras discrepâncias entre o pensamento cátaro a e doutrina da Igreja Católica, entre eles o pensamento maniqueísta, o catarismo foi visto, pela Igreja Católica, como uma perigosa heresia. A perseguição iniciou-se por uma tentativa fracassada de reconversão da população local. Posteriormente, foram instalados tribunais de inquisição. Nessa época, a convivência local entre católicos e cátaros era boa: existem poucos relatos históricos de conflitos e há até mesmo diversos relatos de acobertamento de cátaros por católicos. Como todas as tentativas anteriores haviam falhado, a igreja católica implementou a conhecida cruzada contra os albigenses (referência aos cátaros habitantes da cidade de Albi e, por extensão, a todos os cátaros do sul da França). Essa foi a primeira cruzada a combater pessoas que se autodenominavam cristãs. A cruzada foi finda pela Rainha~Regente Branca de Castela, mãe de São Luis Rei da França, que pertenciam à dinastia capetiana, extremamente católicas. Essa violenta cruzada marcou o fim do movimento cátaro.


Ensinamentos do Catarismo

A doutrina cátara preconizava:

1) Um dualismo gnóstico, no qual o verdadeiro Deus distingue-se absolutamente do criador do mundo físico.

2) Neste mundo de corrupção e trevas, as centelhas de luz pertencentes ao verdadeiro reino divino estão perdidas, exiladas neste mundo, e precisam ser resgatadas.

3) Os sacerdotes deviam afastar-se completamente da corrupção do mundo para levarem vidas muito simples e castas. Deviam abster-se da alimentação carnívora, de atividades sexuais, evitar qualquer forma de violência e não podem possuir nenhum bem material.

Cosmologia

Para os cátaros, todas as criaturas e o mundo criado estão imersos em uma guerra eterna entre dois princípios irreconciliáveis: a luz – ou seja, o Espírito – e a escuridão, ou matéria. O verdadeiro Deus é visto como o criador do reino divino. Já nosso mundo material, repleto de miséria e corrupção, não pode ser uma criação do verdadeiro Deus. Portanto, só pode ter sido criado por um Deus mundano, que em certas ocasiões se associa com Satã. Ao mesmo tempo, os cátaros acreditam que há partículas do reino de Deus - centelhas divinas adormecidas no ser humano - perdidas neste mundo, e que elas precisam ser despertadas e resgatadas.

Salvação

É com o intuito de resgatar as centelhas divinas aprisionadas no mundo e nos homens que se organiza na terra a verdadeira igreja de Cristo, a igreja cátara. Para isso, os cátaros precisam afastar-se, tanto quanto possível, deste mundo e de seus atributos - No mundo moderno este aspecto do ideal Cátaro é conseguido de forma interior, um afastamento interior das paixões e aprisionamentos da vida terrena e passageira, sem contudo descuidar dos compromissos sociais e familiares. Por isso o Catarismo ainda é possível em nossos dias. - forçando-se para se contaminar o mínimo possível com eles. Enquanto isso, a vontade de Deus se cumpre. Com o rito do consolamentum, o cátaro é desligado do mundo e se liberta de sua influência nefasta. A partir de então, ele está livre para seguir o caminho das estrelas, o caminho de retorno ao reino divino.

Os Cátaros e o Santo Graal

Há uma famosa lenda que afirma que o Santo Graal (supostamente, o cálice onde Jesus teria bebido vinho na Santa ceia) teria sido possuído pelos cátaros. Durante o cerco a Montségur, o castelo que era considerado o foco central do catarismo, alguns cátaros teriam fugido durante a noite, descendo furtivamente a montanha onde o castelo estava encravado, levando consigo o precioso cálice, para escondê-lo em um lugar seguro, onde ele residiria até os dias de hoje.

Visão da Igreja Católica

A Igreja Católica considera o catarismo um movimento herético, dualista, com fortes influências maniqueístas.

Visão Histórica

Recentemente, os historiadores, através da descoberta de textos originais Cátaros tem modificado profundamente a visão científica sobre o movimento. Anteriormente, somente a palavra dos opositores dava testemunho sobre ele. Espera-se que em breve esta nova literatura torne-se disponível em língua portuguesa.

A cruzada Cátara

A resistência às sucessivas tentativas de reconversão da população local provocou a organização da Cruzada albigense. Iniciada em 1209, a cruzada durou cerca de 35 anos. Foi comandada por Simon de Montfort sob ordem do Papa Inocêncio III. Seus enviados estampavam uma cruz em suas túnicas e tinham como meta a absolvição de todos os pecados, a remissão dos castigos, um lugar a salvo no céu e, como recompensa material, o produto de todos os saques.

A primeira cidade tomada foi Beziers, e o massacre foi quase que total. O abade de Citeaux, representante papal, ao ser questionado sobre como seriam reconhecidos os cátaros e os católicos, ele havia respondido: " Matem a todos... Deus se encarregará dos seus..."

Luís VIII de França também participou da Cruzada. Iniciada com a invasão de Beziers (1209), ela só teve fim após diversas batalhas (onde se destacam a de Muret, em 1213, e a de Toulouse, em 1218) logo após o Tratado de Meaux (1229), já sob o reinado de Branca de Castela. Na verdade, porém, Montségur permaneceu até 1244 como um dos últimos pontos de resistência. O último reduto cátaro, a cidade de Quéribus, foi tomada em 1256. A morte do “último cátaro” aconteceu bem mais tarde, em 1321, perseguido pela Inquisição liderada por Jacques Fournier em Pamiers. Mais tarde, Jacques Fournier foi instalado como papa Bento XII e procedeu à construção do Palácio de Avignon, onde se estabeleceu o papado.
http://3.bp.blogspot.com/_4NXG9nY0hjQ/SDqzwGQ-psI/AAAAAAAAADE/0NNNFjoYq3M/s200/C%C3%A1taros4.gif

sábado, 1 de outubro de 2011

'Contas Ambientais, receber por preservar' - Artigos


Aqui em Pernambuco, nos finais de semana e feriados é comum procurarmos as praias mais afastadas, visto que as mais próximas logo depois do meio dia, recebem a sombra dos prédios na orla. Não só por isso, mas também por que todas as nossas praias são belíssimas, ao norte e ao sul da capital, no entanto a maioria procura os balneários do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca pelos excelentes serviços ambientais.

Esses serviços, também conhecidos como serviços ecossistêmicos, são os benefícios oferecidos pela natureza ao homem, incluem a proteção do solo da erosão, manutenção dos berçários da biodiversidade, manutenção das chuvas e a regulação do clima, entre outros. As áreas naturais, como as praias, as florestas e os campos, também nos proporcionam grande satisfação, até mesmo um estado de paz, e por ser assim, são procurados para o retiro, o turismo e para o lazer.

No litoral sul, podemos ver a degradação de muitas áreas naturais em prol do crescimento econômico. “Crescimento por crescimento”, não desenvolvimento, pois não se concebe desenvolvimento sem preservação, sem sustentabilidade. A manutenção dos serviços ambientais está diretamente ligada à qualidade de vida das pessoas, no entanto esse direito de todos é atropelado pelo poder econômico. Matam os resquícios de mata atlântica, retiram a vida dos rios, devastam o mangue e subjugam populações tradicionais possuidoras das terras há centenas de anos – a Ilha de Tatuoca é um desses casos.

Algumas empresas, como as que se instalam em Ipojuca, por exemplo, seguem regras estranhas ao dever Constitucional e às políticas de conservação de recursos naturais como a Lei Nº 9.985 – Política Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, a Lei Nº 9.966 que controla a poluição da água e a Lei nº 11.428 – Lei da Mata Atlântica.
Os custos da destruição da natureza não são pagos por aquelas empresas, esses custos tornam-se externos aos balanços financeiros, a natureza é tratada como recurso livre de custo e tende a ser explorada ao extremo. Quando isso acontece, quem paga pela degradação é a sociedade, que deveria usufruir indefinidamente dos tais serviços ambientais, oferecidos voluntariamente, mas que nos são privados a cada dia pelo “desenvolvimento”.

Havemos então de promover a mudança desse padrão ultrapassado de crescimento econômico, internalizando os custos ambientais nas atividades de produção e consumo. Já existem mecanismos atuando para essa mudança, além das leis já citadas: instrumentos orientados para o mercado, que misturam regulamentos e incentivos financeiros. O Protocolo de Quioto criou um mecanismo de flexibilização para auxiliar o processo de redução de emissões de gases do efeito estufa– o MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. A implementação de projetos que contribuam para a sustentabilidade, que apresentam uma redução de emissões de gases do efeito estufa ou a captura dos mesmos, recebem a Certificação por Redução de Emissões (CERs – da sigla em inglês), são dados à implementação de projetos nas áreas de: Geração de Energia Renovável (como a Eólica – aplausos para a implantação em Pernambuco), Reflorestamento, Gestão e Tratamento de Resíduos, etc.

O Conselho Executivo do MDL, instituído pelo Protocolo de Quioto, prevê um investimento até 2012 de 30 bilhões de dólares, e de 100 bilhões até 2020, para premiar os certificados. Esses recursos provêm exatamente do pagamento por parte de empresas, pelo uso dos recursos naturais, e são destinados para quem promove a conservação, como Pagamento por Serviços Ambientais, objetivando o incentivo financeiro a esses projetos que conservam, preservam e recuperam os ativos naturais: biodiversidade, água, atmosfera, entre outros.

O mercado de crédito de carbono é um tipo de esquema de pagamento por serviço ambiental específico. Os certificados emitidos como “créditos de carbono” podem ser negociados financeiramente no mercado, nas bolsas de valores do mundo, como qualquer outro título. Hoje é a certificação que recebe maior atenção pela procura crescente de empresas que buscam reduzir suas emissões de gases. As empresas compram as certificações para “neutralizar” suas emissões de gases do efeito estufa, fechando a cota de poluição; comprá-los pode também ser uma forma de investimento, pois esses certificados poderão valer muito no futuro, ou ainda por questão de marketing institucional, onde possa aparecer como “uma empresa socioambientalmente sustentável”. Uma tonelada de gás carbônico corresponde a um crédito de Carbono.

No momento em que o governo procura fundos para investir em programas sociais, o MDL pode ser uma boa alternativa, aos ganhos de recursos provindos da implantação de empresas que tem o intuito de explorar sem sustentar os nossos recursos naturais, nossos e das próximas gerações. Certamente, receber dinheiro por preservar é melhor do que receber por degradar.

*Marcos Miliano é Cientista Social e consultor em Responsabilidade Socioambiental - marcos.miliano@gmail.com