terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que a religião...

http://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2007/06/god-creation-01-a.jpg

Os "pastores" aproveitam as vantagens que lhes oferece o estudo religioso, bem árduo e bem complexo, não para resolvê-lo por meio de afirmações concretas ou de raciocínios admissíveis, mas tão-somente para perpetuar a dúvida no espírito de seus correligionários, que é, para eles, um ponto de capital importância.

E nesta luta titânica entre o materialismo e o deísmo, luta em que a religião se empenha e se reforça para conseguir o triunfo, os deístas recebem rudes golpes da razão. E conquanto se encontrem numa postura de vencidos, ainda se apresetam à multidão ignara como dignos cantores da vitória!

Suponhamos que nos deparemos com um indivíduo "sensato e refletido", que admite a existência de Deus – um Deus que não está envolto em nenhum mistério, um Deus que não se ignora nenhuma particularidade, um Deus que lhe confiou todo o seu pensamento e lhe transmitiu todas as suas confidências, e que nos diz:

– Ele fez isto e aquilo, e ainda isto e aquilo. Ele tem precedido e falado com tal fim e com tal razão. Ele quer tal coisa, mas também quer tal outra coisa. Ele recompensará tais ações, mas punirá tais outras. Ele fez isto e quer aquilo, porque é infinitamente sábio, infinitamente justo, infinitamente poderoso, infinitamente bom!

Ora aí está um Deus que se faz conhecer: Abandona o império do inacessível, dissipa as nuvens que o rodeiam, desce das alturas, conversa com os mortais, expõe-lhes o seu pensamento, revela-lhes a sua vontade e confia a alguns privilegiados a missão de espalharem a sua doutrina, propagarem a sua Lei, de a representarem enfim, lá em baixo, com plenos poderes para mandarem no Céu e na Terra!

O que não se discute é:

O mal existe. Todos os seres sensíveis conhecem o sofrimento. Deus, que tudo sabe, não pode ignorá-lo. Pois bem, de duas, uma: Ou Deus quer suprimir o mal e não pode; ou Deus pode suprimir o mal e não quer.

No primeiro caso, Deus pretendia suprimir o mal, porque era bom, porque compartilhava das dores que nos aniquilam, porque participava dos sofrimentos que suportamos. Ah! Se isso dependesse dele! O mal seria suprimido e a felicidade reinaria sobre a Terra...

Mais uma vez Deus é bom, mas não pode suprimir o mal – não é todo poderoso.

No segundo caso, Deus podia suprimir o mal. Bastava que o quisesse para que o mal fosse abolido. Ele é todo poderoso e não quer suprimir o mal; portanto, não é infinitamente bom.

Aqui, Deus é todo poderoso, mas não é bom; acolá, Deus é bom mas não é todo poderoso. Para admitir a existência de Deus, não basta que ele possua uma destas perfeições: poder ou bondade. É indispensável que possua as duas.

Mas o que dizem é: "... saber isso não lhe é facultado..." "...isso é um mistério da fé!"



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O amor (romântico) não existe






O matemático russo Lev Pontryagin, falecido em 1988, nunca imaginou que a sua teoria do controle óptimo, desenvolvida para solucionar um contratempo de um avião de combate soviético, pudesse ser usada para explicar, por exemplo, po rque razão a cada 33 segundos termina um casamento europeu.

O cientista sugere que as relações sentimentais duradouras e satisfatórias são praticamente impossíveis.

No entanto foi o que José Manuel Rey, da Universidade Complutense de Madrid, fez. E com base na Matemática afirmou: “Ter uma relação sentimental duradoura e satisfatória é impossível, salvo excepções”.

Rey juntou a segunda lei da termodinâmica e as equações de Pontryagin para explicar o paradoxo do fracasso: muitas pessoas casam-se apaixonadas e comprometem-se a viver juntas para sempre, mas o matrimónio acaba mal sucedido.

“Quando se inicia um casamento as sensações dissipam-se como o calor de um copo de leite, o amor não basta, há que fazer um esforço”,
garante o investigador. Até aqui nada de novo.

O psicólogo norte-americano John Gottman aplicou a segunda lei da termodinâmica ao amor em 2002 e, desde então, é consultor matrimonial em Seattle a partir de conversas em laboratório. Mas Rey foi mais além.

O seu modelo teórico, publicado na PloS ONE, é um integral e uma equação, inteligíveis para qualquer pessoa não especialista em matemática, que demonstra “um mecanismo diabólico que faz com que, mesmo que se case muito apaixonado e haja muito esforço, seja muito fácil fracassar”.

José Manuel Rey, investigador
José Manuel Rey, investigador
Ao introduzir variáveis como a sensação positiva que produz uma relação amorosa e o custo do esforço para manter viva a chama, da máquina teórica de Pontryagin saíram três conclusões não tão óbvias. A primeira, segundo salienta Rey, é que de entre todos os modos de esforço para manter uma relação, só há uma que funciona − mesmo que a equação não diga qual.

Em segundo lugar, o esforço necessário é sempre maior do que o esperado. E por último, é fundamental manter o esforço durante toda a vida para vencer a inércia natural que, segundo mostram as equações de Rey, conduz de modo implacável a preguiça entre o casal.

Modelo vindo do espaço

O modelo teórico de Rey é reducionista e utiliza uma equação que os engenheiros da NASA empregam para ajustar a viagem de uma nave espacial, mas altera o espaço percorrido pelo amor e o combustível necessário por um esforço abstracto.

Ficam de fora milhões de variáveis. “Quando um fenómeno sociológico é tão massivo como o divórcio, é muito difícil pensar que existe uma multiplicidade de causas. Há que procurar um mecanismo simplificador, e a arte das matemáticas é eleger as variáveis chave de um problema”, aclara o cientista.

Nas equações, o esforço é apenas uma letra. Em todos os casais esse esforço é abstracto, mesmo que nuns signifique aturar a sogra e noutros suportar o companheiro a roncar durante a noite.

Mesmo que o casal seja ideal, o esforço, como reconhecem os sociólogos, é sempre maior do que esperado. O amor é “uma substancia que arrefece”.

O que diz a Revista Superinteressante

http://super.abril.com.br/imagem/capas/g/g_capa_278.jpg
Edição 278

Amor - O Fim


Vocês trocaram mensagens bobas pelo celular, dividiram brigadeiros de panela, assistiram TV juntos largados na poltrona e dormiram de conchinha. Foram, enfim, o centro da vida um do outro. Mas agora é cada um para o seu lado. E sempre fica um enorme ponto de interrogação: se era tão bom, por que acabou? Para entender, é preciso voltar no tempo e fazer um passeio pelas savanas africanas, 3 milhões de anos atrás. O homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos filhotes. Mas, em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da família nuclear - nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe e filhos - era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente para criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava crescidinho e não exigia atenção integral da mãe (que por isso podia voltar a se virar sozinha), o pai estava livre para ir embora e procurar outras fêmeas para procriar.


É daí que vem a chamada crise dos 7 anos. Esse é o período necessário para que uma criança se torne minimamente independente. Um estudo da ONU revelou que o número de separações vai aumentando a partir do 3o ano dos relacionamentos e atinge o pico no 7o ano - quando começa a declinar. Ou seja: o 7o ano realmente é a hora da verdade da relação. No filme O Pecado Mora ao Lado, de 1955, Marilyn Monroe faz o papel de uma mulher que se relaciona com um homem casado. Sabe qual é o nome original do filme, em inglês? The Seven Year Itch, ou "A Coceira dos 7 Anos". Porque é justamente nesse momento que a relação está mais ameaçada - pela comichão de trair.

As estatísticas variam, mas entre 50 e 60% dos homens têm sexo fora do casamento, contra 45 a 55% das mulheres. O aumento da infidelidade tem a ver com a independência delas, que já são quase metade da força de trabalho e estão diminuindo rapidamente a distância financeira para os homens (nos EUA, 22% das esposas já ganham mais do que os maridos). Mas as raízes disso estão dentro do cérebro. Lembra-se de quando dissemos, na primeira reportagem desta série, que os sistemas cerebrais (luxúria, paixão/amor e ligação) eram independentes? Isso tem um motivo - e não é complicar os relacionamentos. Pelo contrário: surgiu para que nossos ancestrais pudessem buscar estratégias reprodutivas diferentes. A mulher poderia ter um parceiro para protegê-la enquanto gerava os filhos de outro, enquanto o homem poderia espalhar seus genes alegremente por aí, com outras mulheres. A natureza não queria o ideal romântico de amor eterno. Ela queria que tivéssemos um backup reprodutivo, um plano B genético, e nos meteu nessa confusão.

E as circunstâncias também influem: na hora de decidir trair ou não, a relação do casal, a insatisfação com o parceiro, a oportunidade, tudo isso pesa.

Mas muita gente tem os genes, os hormônios, todas as oportunidades do mundo, e não trai. Nós não somos robôs biológicos. É possível resistir ao desejo de trair. Mas é muito mais difícil resistir a outro fenômeno, igualmente destrutivo para os relacionamentos: o ciúme. O mais engraçado é que esse monstro de olhos verdes, como chamou Shakespeare, surgiu com o objetivo oposto - preservar a relação monogâmica. Ao primeiro sinal de infidelidade, soa o alarme e a pessoa fica atenta. E, como homens e mulheres desenvolveram estratégias distintas de reprodução, também sentem ciúmes de coisas diferentes.

Como para o homem é muito dispendioso criar o filho de outro homem, ele sente mais ciúmes da infidelidade sexual. Já para a mulher, não faria tanta diferença se o homem distribuísse apenas esperma para as moças por aí; a grande ameaça é o envolvimento emocional, que coloca em risco a proteção e o cuidado que o homem dá a ela e aos filhos.

Em 2006, o neurologista japonês Hidehiko Takahashi fez exames de ressonância magnética no cérebro de homens e mulheres que comprovaram essas diferenças. Quando sente ciúmes, o homem usa partes do cérebro ligadas a comportamentos agressivos e sexuais, como a amígdala e o hipotálamo. Já nas mulheres, a área mais ativada durante as crises de ciúme é o sulco temporal posterior superior, associado à percepção de emoções nas outras pessoas.

E a internet está piorando o ciúme. Uma pesquisa feita por psicólogos canadenses com 308 voluntários descobriu que as redes sociais, como Orkut e Facebook, alimentam o ciúme. Sabe por quê? Nada menos do que 74,6% das pessoas adicionam ex-namorados ou rolos como amigos nessas redes - que depois o cônjuge atual vai fuçar atrás de indícios.

Com ou sem ciúme, a verdade é que boa parte dos relacionamentos está destinada a acabar. E esse momento pode ser muito difícil. "A natureza realmente exagerou no que diz respeito ao fim dos relaciomentos", diz Helen Fisher. Quando uma pessoa é abandonada, sua reação se divide em duas fases. A 1a é o protesto. É quando a a pessoa fica fazendo promessas, doida para reatar. Isso pode ser muito inconveniente. Mas ela não tem culpa. É o corpo agindo. "O cérebro estava acostumado com aquela recompensa [a pessoa amada], então faz você insistir mais e mais para tentar consegui-la de novo", explica a neurologista Suzana Herculano-Houzel. O pânico de ver que não está dando certo pode acionar o sistema de estresse do organismo, que por sua vez estimula novamente a produção de dopamina - ironicamente, fazendo a pessoa se sentir ainda mais apaixonada.

Depois vem a 2a fase: aceitação. Depois de ver que o amado não irá mesmo voltar, muita coisa pode passar pela cabeça da pessoa - depressão, confusão, frustração. Até mesmo ódio. Mas por que sentir algo tão ruim por alguém que se amou? É que o ódio e o amor passam pelas mesmas partes do cérebro - a ínsula e o putâmen. "A diferença entre os dois é que, no ódio, existe mais capacidade de planejar as ações. No amor, o julgamento está prejudicado", diz o neurologista Semir Zeki, da University College London. Então o ódio é mais racional que o amor? Não necessariamente. Mas ele tem sua função: é uma defesa do organismo para nos fazer seguir em frente. Em vez de ficarmos remoendo eternamente as dores, passamos a não querer mais ver a pessoa. "Assim como o cérebro associava coisas positivas a uma pessoa, ele pode passar a associar só sentimentos ruins, negativos", diz Suzana Herculano-Houzel. Todos nós sofremos e fazemos sofrer. E, se isso servir de consolo, as celebridades também se separam e sofrem, talvez até mais do que as pessoas comuns. Já ficou famosa a chamada "maldição do Oscar", que atingiria as vencedoras do Oscar de melhor atriz. Nos últimos 12 anos, apenas duas atrizes não se divorciaram após ganhar o Oscar. E logo após o prêmio deste ano, o marido da vencedora, Sandra Bullock, foi pego tendo um caso extraconjugal.

Tem gente que mata (e se mata) por amor. Mas a maioria das pessoas supera as dores emocionais da separação. Um estudo feito pela Universidade Northwestern mostrou que terminar uma relação não é tão ruim quanto pensamos que vai ser - geralmente leva metade do tempo que achamos. Isso acontece porque a mente tende a voltar a seu estado inicial: cientistas da Universidade de Massachusetts provaram que, após um ano, as pessoas que ganham na loteria apresentam os mesmos níveis de felicidade que as que se tornam tetraplégicas. Ambas voltam aos níveis de felicidade que tinham antes do fato extraordinário.

===

Uma das causas do Niilismo!

Abra os olhos!

Blue Gold: World Water Wars - Ouro Azul: As Guerras Mundias pela Àgua (2008)

(Canadá, 2008, 89min - Direção: Sam Bozzo)



Por ser tão importante, dando sequência ao post anterior, voltamos a dar destaque ao tema da água e a luta entre a sobrevivência e o lucro. Documentário tão contundente quanto o Flow, só que aborda ainda outros detalhes. Produzidos pelo mesmo pessoal de "The Corporation", só poderia ser um documentário fantástico!

Sinopse Humanocracia: "Documentario sobre as atuais e futuras Guerras Mundiais por Água. Mostra como a água mundialmente está sendo mal gerida, esgotada e poluída.
A falta de água em muitos países do mundo devido a manipulação e corrupção por parte dos Governos, administrações locais e, claro, as corporações multinacionais de Agua.
As constantes lutas entre o povo e os altos poderes econômicos e governamentais.
As Guerras e revoluções diárias por uma fonte de vida de todos os seres humanos e seres vivos deste planeta."

Trailer (Youtube)

Torrent
legenda

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Trilha sonora de estudantes de pesquisa



Bolsista de iniciação.

gato1

Escuta musica MPB. São os primeiros passos na vida cientifica. A vida é maravilhosa.

Bolsista de Mestrado.

gato2

Escuta musica POP. Está completamente empolgado com o que faz e quer ser o melhor na sua área.

Bolsista de Doutorado.

gato3

Escuta Heavy Metal. O dia começa as 8 da manha e so acaba as 10 da noite. Nada dá certo e ainda tem que lidar com resumos para congressos, relatórios, disciplinas, paper para escrever, orinetar os ICs, etc, etc.

Bolsista de Pos-Doutorado.

gato4

Escuta HIP HOP. Aumento de peso por causa do estresse. Percebeu que não pode salvar o mundo, mas isso não lhe importa, porque ainda assim continuam te pagando um salario. E os papers? Se sair algum, beleza, se não, tudo bem, sempre se tem oportunidade para encaixar algum review.

Professor Doutor.

gato5

Escuta Gangsta Rap. O senso de humor mudou totalmente daqueles dias de iniciação. As dores de cabeça são mais frequentes e começa a esquecer as coisas que foram faladas. Só vive a base da cafeina. O melhor é que ninguem pode te criticar.

Professor Titular.

gato6

Escuta vozes em sua cabeça. Esquece dos horários das reuniões, dos dias da semana, do trabalho de seus alunos...



by Galochas Roxas

Seja tambem um dominado

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CRONOBIOGRAMA FEMININO




1 aos 5 anos:
A mulher não tem a mínima idéia do que ela seja.

5 aos 10 anos:
Sabe que é diferente dos meninos, mas não entende porquê.

10 aos 15 anos:
Sabe exatamente por que é diferente, e começa a tirar proveito disso.

25 aos 30 anos:
Nessa fase formam 5 grupos distintos:

G1
As que casaram
por dinheiro

G2
As que casaram
por amor

G3
As que não casaram

G4
As que simplesmente casaram

G5
As inteligentes


G1: descobrem que dinheiro não é tudo na vida, sentem falta de uma paixão..


G2: descobrem que paixão não é tudo na vida, sentem falta do dinheiro.


G3: não importa o dinheiro e a paixão, sentem falta mesmo é de um homem .


G4: não entendem por que casaram.


G5: descobrem que ter inteligência não é tudo na vida.


30 aos 35 anos:
Sabe exatamente onde errou e tinge o cabelo de loiro. Vai para academia.

35 aos 40 anos:
Procura ajuda espiritual.

40 aos 45 anos:
Abandona a ajuda espiritual e procura ajuda médica, com analistas e cirurgiões plásticos.

45 aos 50 anos:
Graças aos cirurgiões sua bunda e barriga voltaram ao normal, seus peitos ficaram melhores do que eram e explode uma paixão pelo seu analista.








Após os 50 anos
FINALMENTE SE DESCOBRE, SE ACEITA E COMEÇA A VIVER !!!!


...Mas, aí vêm a osteoporose e o reumatismo e fode tudo.


Luiz Fernando Verissimo

sábado, 14 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O novo transporte

Tendo forçosamente, por que o carro quebrou e por que eu não tenho paciência de esperar e
usar um ônibus lotado, que comecei a usar a bicicleta para ir aos meus compromissos.

Para minha surpresa, eu chego nos lugares mais rápido que se fosse de carro.
No começo, fazer o caminho mais longo (de 11km), era penoso,
com o tempo tornou-se mais fácil e prazeroso o "novo" transporte.

É bem verdade que ninguém respeita o ciclista e por vezes
tenho que relembrar os talentos de moleque e "voar" para cima e para baixo das calçadas
ou sobre buracos e outros obstáculos.



Mas com certeza, estou melhorando o condicionamento físico e consequentemente o mental.
Estou economizando combustivel e com a academia.
Não estou poluindo e contribuindo com os congestionamentos.
Use você também a bicicleta!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Contato Imediato





Peço por favor
Se alguém de longe me escutar
Que venha aqui pra me buscar
Me leve para passear

No seu disco voador
Como um enorme carrossel
Atravessando o azul do céu
Até pousar no meu quintal

Se o pensamento duvidar
Todos os meus poros vão dizer
Estou pronto para embarcar
Sem me preocupar e sem temer

Vem me levar
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou

Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você

No seu balão de são joão
Que caia bem na minha mão
Ou numa pipa de papel
Me leve para além do céu

Se o coração disparar
Quando eu levantar os pés do chão
A imensidão vai me abraçar
E acalmar a minha pulsação

Longe de mim
Solto no ar
Dentro do amor
Livre para navegar
Indo para onde for
O seu disco voador


Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

10 Usos Para Um Gato Morto




1 - Colocar em volta do pescoço e dizer que é uma estola.
2 - Colocar na porta da frente com um cartaz do lado: limpe os pés antes de entrar.
3 - Cortar em pedaços, fazer um churrasco e convidar os amigos.
4 - Empalhar e colocar na frente do buraco de ratos.
5 - Inscrever na Bienal de Artes de São Paulo como escultura de vanguarda.
6 - Segurar pelo rabo e usar como arma em caso de assalto.
7 - Pregar na porta do seu maior inimigo com um bilhete assim: "Em sete noites, tu fenecerás e morrerás como um animal em nome de Belzebu!"
8 - Pendurar na sala e dizer que é móbile.
9 - Usar como peso de papel. Peso morto, claro.
10 - Sair chutando pela rua. Quando alguém perguntar por que você está fazendo uma coisa tão cretina, responda: "É qeu eu não chuto cachorro morto!"

Não lembro quem escreveu isso, mas mesmo sendo um humor cretino, você riu, não riu?
kkkkk!