Fragmento



Bom dia! Sim, acordei bem, do jeito que você tem me feito acordar.
Mas a noite não foi tão boa, você não estava... Minto! Ela foi maravilhosa!
As horas que eu tive com você, quase me fizeram ter as outras compensadas.
E não o foram, porque nada compensa você não estar.
Mas se está...  ah... discompensa! O coração discompassa!
E dormi como um anjo, como o anjo safado, que me olha pela fresta do olho
ao perceber que eu, diabo o possuo.
E dormi como um justo, que tem na sua mulher o alvo de todas as manhas, volúpia, taras e vontades.
E lembrei de você no primeiro segundo que voltei a ver o mundo, como se tivesse nascido ali
e precisasse do ar da tua imagem.
Aí fiquei lá, fazendo filme na cabeça.
Atriz principal, reli cada pedaço que explorei no calor da boca, na ponta da língua, no curioso olhar, no
atrevimento das mãos; ouvi cada suspiro, música! Redesenhei cada sorriso, percorri cada curva.
E quero mais, do ar, do sorriso, do cheiro, da curva, do olhar, da manha, do desejo, da boca...
Saudade.

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